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Desmatamento florestal causa danos irreversíveis à vida, o ICMBio chama atenção da sociedade

Compartilhe:     |  17 de julho de 2014

Gustavo Frasão
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Comemora-se nesta quinta-feira (17) o Dia de Proteção às Florestas, data importante para refletir sobre o ecossistema mais rico em espécies de animais e vegetais do mundo. A destruição de florestas causa erosão dos solos, degrada as bacias hidrográficas, provoca extinção na vida animal e gera danos irreversíveis à biodiversidade.

Atualmente, a maior parte das espécies ameaçadas da fauna brasileira, sejam elas aquáticas ou terrestres, estão em situação de risco devido a perda do habitat florestal. “São 1.051 espécies ameaçadas. Todas estão assim em função do desmatamento”, afirmou a coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio/ICMBio), Rosana Subirá.

No bioma da Amazônia, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pela gestão de 32 florestas nacionais, o que torna a discussão, dentro de um contexto nacional e mundial, necessária. Além disso, o Brasil é o país com a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, e tem a maior diversidade de biomas do planeta.

Para minimizar os impactos ambientais, o ICMBio criou 313 Unidades de Conservação (UCs), espalhadas por todo o Brasil, que abrangem, entre outras categorias, Reservas Biológicas, Reservas Extrativistas, Parques Nacionais e as Florestas Nacionais, áreas fiscalizadas, monitoradas e protegidas. “Por isso esse debate é importante. As pessoas precisam rever a postura e avaliar o quanto precisam para viver bem, se é necessário realmente desmatar e causar danos ao meio ambiente”, finalizou a coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio/ICMBio).

As principais causas

A agropecuária, a expansão urbana, a construção de empreendimentos de energia, como usinas hidrelétricas, e o próprio consumo da população são os principais motivos que levam ao desmatamento florestal no Brasil.

De acordo com a Coabio/ICMBio, a agropecuária afetou no último ano 458 espécies, incluindo aves e peixes, seguida da expansão urbana, com 254 e dos empreendimentos de energia, que somaram 187 espécies ameaçadas.



Fonte: ICMBio



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