Evite o Desperdício

Desperdício de alimentos

Compartilhe:     |  17 de maio de 2014

Alimentos que iriam para o lixo ajudam milhares de famílias no Brasil

Programa ‘Mesa Brasil’ organiza e envia caminhão carregado de alimentos, que não seriam vendidos, para diversos locais e mais de 20 mil famílias.

Olhando assim à distância é bonita a paisagem. Uma pequena vila na faixa de areia, diante do mar e do coqueiral.

De perto, a realidade assusta, entristece. São palhoças, barracos de palha que abrigam crianças, adultos, famílias inteiras em condições precárias, sub-humanas.

A impressão que passa, andando pelas ruas da cidade, é de que as pessoas que moram no local devem se sentir em um vilarejo no meio do deserto, porque ao meio-dia a areia é insuportavelmente quente e o sol é escaldante. É difícil viver nesse local.

O Pontal da Ilha, litoral norte de Sergipe, o lugar por muito tempo também foi conhecido como Ilha dos Ratos.

É dentro da casa da Dona Isabel que se tem a exata noção do drama. O barraco de palha e papelão não chega a 30 metros quadrados. E é no pequeno espaço que mora a família de Dona Isabel. Ela, o marido e quatro netos.

No Pontal da Ilha os moradores dependem da pesca. Mas quando a pescaria não é boa, a vida fica mais difícil ainda.

As mulheres ganham um dinheirinho descascando camarão. Mas nos últimos meses a pesca do crustáceo diminuiu muito. Mas nem as mãos feridas de tanto descascar camarão, nem os pés queimados de tanto andar na areia quente, garantem uma vida saudável, principalmente para as crianças.

Por isso, para o povo do Pontal da Ilha, qualquer ajuda é sempre bem-vinda.

Quinta-feira é um dia importante para quem mora no Pontal. É o dia em que o caminhão do Mesa Brasil – um programa do Sesc – chega carregado de alimentos.

Comerciantes ajudam a transformar desperdício em doações

Ele vem da capital, Aracajú. Toda semana, de segunda a sexta, o caminhão percorre as ruas recolhendo doações. Na Ceasa da cidade, os comerciantes são sempre generosos.

O comerciante da Ceasa de Aracaju conta a quantidade que doa de mamão: “Entre 80 e 100 quilos por semana”, afirma Josevaldo Santos Gois.

Globo Repórter: A senhora sabe para onde vai essa doação?
Marineuza dos Santos, feirante: Rapaz, creio eu que essa doação vai pra os lugares onde vai matar a fome de muita gente.

A coordenadora nacional do Mesa Brasil, Claudia Roseno, explica como acontecem as doações: “o comerciante que chega aqui para comprar tem um padrão de exigência um pouco mais elevado, então muita coisa que vem para cá, e que não é comercializado, vai sim ser desperdiçado”, explica ela.

Os funcionários do programa são rápidos no trabalho. É que quase todos os alimentos doados são perecíveis.

Mais de 20 mil famílias em todo o Brasil recebem essa ajuda

Creches, asilos, casas de acolhimento, albergues e mais de 20 mil famílias em todo o Brasil recebem essa ajuda.

“É fundamental que a gente evite que esse alimento vá para o lixo e leve esse alimento a pessoas que precisam, a pessoas que vão saber utilizar, a pessoas que vão poder aproveitar e ter acesso a uma alimentação mais equilibrada, mais nutricionalmente bem composta”, conta Claudia Marcia Ramos Roseno, coordenadora nacional do Mesa Brasil Sesc e nutricionista.

A gente sabe que só as doações não resolvem o problema. Mas a comida que tanta falta faz em Pontal da Ilha, está sobrando em muitos lugares do Brasil.

Fonte: Globo Repórter
03.05.2014



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