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Destroços do foguete Longa Marcha 5B chinês cai no Oceano Índico

Compartilhe:     |  9 de maio de 2021

Depois de gerar enorme expectativa, destroços do foguete chinês Longa Marcha 5B acabaram caindo no Oceano Índico, numa região relativamente próxima às Ilhas Maldivas, felizmente, sem causar qualquer incidente. O destino do foguete causou curiosidade e especulações durante dias entre astrônomos, observadores e muitos na internet. Muita gente, inclusive, chegou a especular se ele poderia, por exemplo cair em solo brasileiro.

Os restos do foguete se transformaram num rastro de luz que pôde ser visto por várias pessoas a partir de Oman e também de outras localidades do Oriente Médio, por volta das 23h30, pelo horário de Brasília, neste sábado, dia 8 de maio.

O foguete, que originalmente pesava cerca de 22 toneladas, foi um dos mais pesados objetos a reentrar na atmosfera terrestre em tempos recentes e, justamente por fazer isso de forma descontrolada, acabou despertando interesse mundial. O departamento de defesa dos Estados Unidos chegou a se pronunciar a respeito, dizendo que não interferiria na questão, querendo dizer que não tomaria providências para destruir o objeto em sua reentrada.

Risco desnecessário

Mesmo com a atenção internacional, cientistas desde o início haviam avisado que o risco de incidentes em terra era baixo. De qualquer modo, a China recebeu críticas pela maneira como lidou com o foguete. Autoridades ligadas à Nasa e também à Agência Europeia afirmaram que os chineses não se prepararam adequadamente para a reentrada de um equipamento de tão grande proporção. Entre essas providências, estaria a desaceleração programada do foguete, de modo que seu curso pudesse ser controlado e dirigido a áreas específicas do planeta, o que garantiria que nenhum destroço correria o risco de atingir áreas habitadas. Ao invés disso, o foguete chinês reentrou na atmosfera terrestre sem controle, o que é considerado uma manobra de risco desnecessário por cientistas e técnicos espaciais.

Foguete Longa Marcha 5B lança o Tianhe-1, primeiro módulo da estação espacial chinesa Tiangong
Longa Marcha 5B foi lançado como parte da construção da Tianhe, estação espacial chinesa

A visão chinesa

Na visão chinesa, porém, a história é bem diferente. Nas últimas semanas, o governo de Pequim reagiu fortemente às críticas. Sobrou até para a empresa de Elon Musk. Pequim chamou a SpaceX de “Space Junk”, Lixo Espacial, literalmente, e se disse vítima de uma campanha de difamação da imprensa norte-americana.

À parte da guerra de palavras, felizmente, o descontrole do foguete chinês não trouxe maiores consequências para os habitantes do Terra. É esperar que a construção da espação espacial do país, que tem um cronograma acelerado, não reserve maiores emoções. A Tianhe será bem menor que a ISS (a Estação Espacial Internacional), mas já ganhou a simpatia da Rússia de Vladimir Putin, que vem ameaçando há algum tempo abandonar o consórcio internacional que mantém a ISS.



Fonte: Olhar Digital - Wharrysson Lacerda



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