Geografia Ambiental

Desvendando os segredos dos furacões

Compartilhe:     |  23 de maio de 2015

Os furacões têm causado pânico, destruição e mortes nos lugares por onde já passou. Há um relativo aumento na constância desses fenômenos climáticos, tais como os furacões Katrina e Rita.

A que se deve esse aumento na constância e na intensidade dos fenômenos?

Comprova-se cada vez mais uma associação de fenômenos extremos com o aquecimento global acelerado, atribuído ao incremento do efeito estufa produzido por gases contaminantes como dióxido de carbono e metano.

Os furacões estariam mais diretamente relacionados com o aquecimento dos oceanos, também um fenômeno que está sendo registrado em todo o planeta. Entretanto, cientificamente, o aquecimento estaria ligado ao maior número de furacões violentos, e não aos de todas as intensidades.

Será que poderíamos afirmar que os furacões Katrina e Rita são resultado de alterações climáticas induzidas pela ação humana?

Não se pode afirmar isso com provas científicas, mas os indícios são fortes. A ocorrência de tempestades tropicais é muito variável, está sujeita a ciclos naturais e outras influências, o que dificulta muito uma determinação estatística.

Que tipo de medidas podem ser tomadas para os governos saberem com antecedência da ocorrência e da intensidade de furacões desse tipo?

De acordo com os especialistas, essas medidas já estão sendo adotadas nos últimos vinte anos, e incluem a intensificação dos estudos de dinâmica climática utilizando os mais poderosos computadores do mundo, o uso de satélites de vigilância e pesquisa, a realização de vôos de reconhecimento meteorológico equipados com instrumentos avançados de sondagem.

O estudo dos furacões

Para estudar a formação de um furacão é preciso fazer um diagrama dos movimentos principais do ar dentro e ao redor do fenômeno.

Um furacão é composto de um massa de trovoadas organizadas que são mais importantes para a circulação da tempestade. Para ocorrer o desenvolvimento de um furacão, é necessário a convergência de ventos na superfície.

Furacões dependem de calor latente liberado durante condensação de grandes quantidades de vapor d’agua. O calor latente liberado aquece o ar e supre flutuação para levantamento.

Já um ciclone tropical é provável de ocorrer quando estes fatores existem simultâneamente, como por exemplo: uma forte presença da força de Coriolis; uma superfície de água quente numa área suficiente para suprir o ar acima com grandes quantidades de vapor; Uma atmosfera instável ou pressão baixa na superfície e frequentemente um anti-ciclone bem alto; valores baixos de cisalhamento vertical de vento, produzidos pelo movimento de uma massa de ar ultrapassando uma outra.

Estas condições são mais provaveis de ocorrer sobre as áreas oceânicas aonde a zona de convergência intertropical move dez graus ou mais fora do Equador. A força de Coriolis causa os objetos em movimento defletir para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul.

Esta força é responsável pela rotação de um furacão e é muito fraca dentro de 5° do Equador.

Valores altos de cisalhamento vertical de vento podem impedir convecção e o desenvolvimento de um ciclone. Assim que as pressões caem, uma tempestade tropical torna-se um furacão quando os ventos excedem cento e dezenove quilômetros por hora.

Uma rotação pronunciada desenvolve-se ao redor do centro de um furacão e bandos de chuvas giram ao redor do olho. Bandos de chuvas são pancadas de chuvas convectivas separadas por áreas de ar descendente.

Existe, às vezes, intervalos entre estes bandos aonde chuvas não são observadas. Cada bando normalmente produz períodos de chuvas mais longas e intensas do que as anteriores da periferia do furacão até atingir o olho.

Ar ascende e condensa formando enormes trovoadas produzindo chuvas fortes, de até vinte e cinco centímetros por hora, na parede do olho. Perto dos topos das trovoadas, o ar seco flutua para fora do centro.

Este ar divergente no alto produz um afluxo anti-ciclônico vários cem quilômetros do olho. Assim que o afluxo atinge o periferal da tempestade, ele começa a descer e se aquecer, induzindo céu claro.

Dentro das trovoadas da parede do olho e dos bandos de chuvas, o ar se aquece por causa das grandes quantidades de calor latente liberado. Este produz pressões leves altas no alto e inicia a descendência do ar no olho e entre cada bando.

O ar descendente esquenta por compressão e explica a ausência de trovoadas no centro da tempestade. Um furacão intensifica-se e a pressão na superfície continua a cair quando o afluxo de ar no alto é maior do que a influxo na superfície.

Porque a pressão atmosférica dentro do sistema é controlada significantemente pelo aquecimento do ar, a intensidade da tempestade é limitada até um certo ponto. Os fatores controladores são a temperatura da água e a liberação do calor latente.

Conseqüentemente, quando a tempestade é literalmente cheia de trovoadas, ela usará quase toda a energia disponível, causando a estabilização da temperatura do ar e a pressão atmosférica.

Velocidades máximas de rajadas de ventos raramente excedem trezentos e setenta quilômetros por hora, por causa da limitação da intensidade de um furacão.

Quando o ar na superfície convergindo perto do centro excede o afluxo no alto, a pressão na superfície começa a aumentar, e a tempestade cessa. Furacões diminuem rapidamente quando eles trajetam sobre águas frias e perdem a sua fonte de calor.

Eles dissipam-se rapidamente sobre a terra porque a sua fonte de ar úmido e quente é removida. Sem um adequado fornecimento de vapor d’agua, a condensação e a liberação do calor latente diminuem. Normalmente, a terra é também mais fria do que oceano, e o ar nos níveis baixos é resfriado ao invés de aquecido.

Ventos diminuem em força (por causa da fricção adicionada pela superfície da terra) e movem mais diretamente para o centro, causando a elevação da pressão central.

Os furacões diminuem em intensidade quando: eles movem sobre águas oceânicas que não podem suprir ar tropical úmido e quente; eles movem sobre terra. A convergência na superfície excede a divergência no alto

Danos causados pelos furacões

Embora que a quantidade de danos causados pelo furacão dependam de vários fatores, incluindo o tamanho e densidade de população da área afetada e a configuração litorânia, o fator principal é a força da tempestade.

{mosimage}A Escala de Saffir-Simpson foi desenvolvida para categorizar as intensidades relativas de furacões. A previsão da severidade e danos de um furacão é normalmente representada em termos nesta escala.

Uma tempestade tropical recebe um número categórico quando ela evolve em um furacão. A escala de Saffir-Simpson indica o potencial de destruição, a pressão mínima e ventos máximos constantes de um furacão. Assim que a tempestade intensifica ou diminui, o número categórico é reavaliado de acordo.

Danos de furacões podem ser avaliadas nas categorías de maré meteorológica, ventos e enchentes por causa das chuvas torrenciais. Uma maré meteorológica é um crescimento anormal de vários metros do nível oceânico que inunda áreas baixas próximas à costa aonde o olho atravessa o terreno.

A maré meteorológica é particularmente destrutiva quando ela coincide com marés altas normais. A região de pressão baixa dentro de um furacão permite a elevação do nível oceânico. Uma queda de um milibar em pressão atmosférica produz uma subida de um centímetro do nível oceânico.

A combinação de águas altas e ventos fortes de um furacão produz uma maré meteorológica que alcança a costa como um trem de grandes ondas. Marés meteorológica são as mais devastadores nas zonas costeiras.

Fonte: Espaço Ecológico



Fonte:



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Uma casa ambientada para você e seu pet

Leia Mais