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Dia do Consumo Consciente: cada um pode fazer a sociedade do bem-estar acontecer

Compartilhe:     |  15 de outubro de 2014

Além do dia dos professores, no dia 15 de outubro é celebrado o “Dia do Consumo Consciente”. Apesar deste tema ser hoje muito debatido, ainda há muitas dúvidas sobre ele. Muitos se perguntam por onde começar a mudança para estilos mais sustentáveis de vida. Com o objetivo de nortear escolhas em favor de uma sociedade do bem-estar, o Instituto Akatu identificou os 10 caminhos para a produção e o consumo conscientes.

Para mobilizar consumidores, empresas e governos em torno desse conteúdo, a organização realiza a campanha #SigaOs10Caminhos, convocando as pessoas a colocá-los em prática e compartilharem suas experiências nas redes sociais.

“Ao conhecer e valorizar os 10 Caminhos, cada um de nós, nos nossos diversos papéis sociais, fortalece a construção de uma sociedade mais sustentável – seja ao fazer compras no supermercado ou no modo de operar o próprio negócio. Ao optar por esses caminhos, cada um pode fazer a sociedade do bem-estar acontecer a partir de agora”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Confira abaixo os 10 caminhos apontados pelo Akatu:

Na hora de comprar, sempre opte por peças de qualidade. Não adianta pagar mais barato por algo que virará lixo em pouco, uma vez que sua durabilidade será menos – isso estimula ainda mais o consumismo. Um exemplo é o caso das lâmpadas LED, que são mais caras, porém duram até 13 anos e consomem muito menos energia elétrica.

Além de ser mais fácil conhecer a cadeia de produção, ao comprar um item produzido localmente, você incentiva o desenvolvimento da economia do lugar de origem e contribui para a diminuição de emissões de gás carbônico das longas viagens que os produtos fazem para chegar até o consumidor.

Por que compramos e guardamos em casa tantos produtos? Não seria possível usufruir do bem-estar que o produto ou serviço nos traz com um acesso temporário a ele? Cada vez mais as pessoas podem compartilhar o uso de um produto por meio da posse comunitária, alugando-o temporariamente ou buscando suprir a necessidade de uma forma a compartilhar o uso.

Além da preparação de alimentos com todas as partes de legumes e verduras, aproveitando talos, folhas, sementes e cascas, o aproveitamento integral diz respeito também ao planejamento das compras de somente o necessário, diminuindo o desperdício dos excessos. Também é essencial estender ao máximo a vida útil de qualquer produto.

Opções saudáveis, como a prática de esportes, alimentação balanceada e orgânica (sempre que possível) e o equilíbrio entre trabalho e lazer, aumentam o bem-estar de todos. Pessoas mais saudáveis têm menos necessidade de consumo de remédios, tratamentos e exames médicos.

A música ouvida no aparelho de MP3, o livro e a revista lidos em dispositivos eletrônicos, o filme baixado diretamente de uma “nuvem” são exemplos das possibilidades das opções virtuais. Além de não gerarem resíduos, as opções imateriais gastam, ao longo da cadeia produtiva, menos água, energia e outros recursos naturais.

Há sempre uma novidade no mercado aparentemente indispensável. A lógica da compra pela compra em si, desprovida de um conteúdo de real necessidade, assim como a troca desnecessária de produtos ainda em plena vida útil, extrapola o limite do suficiente para cada um. E, com isso, extrapola o limite da sustentabilidade que é garantir “o suficiente, para todos, para sempre”.

Os valores da sociedade consumista têm superado o que realmente importa na nossa vida: emoções, experiências, convivência, lealdade ao que realmente somos e sentimos. Sabores, amanheceres e entardeceres, boas risadas, beijos, abraços. Isso é o que constituirá nossas belas lembranças, enquanto raramente nos lembramos de quem deu qual presente e quando.

Algumas práticas só podem ser transformadas coletivamente, como é o caso do combate ao uso de trabalho infantil ou análogo ao escravo, ou das ações contra a destruição de matas nativas para cultivo da soja ou criação de gado. Os Pactos contra o Trabalho Escravo e os Pactos da Carne e da Soja são exemplos de ações nesse sentido. As empresas signatárias discutem e implementam conjuntamente estratégias de resolução desses problemas em suas cadeias produtivas, compartilham informações sobre as condições de fornecedores, e, gradualmente, reduzem até o desaparecimento as práticas condenáveis.

A forte insustentabilidade social e ambiental da sociedade atual exige a busca por novos princípios para a publicidade: ela deve dialogar com a demanda do consumidor por bem-estar, mais do que pelo pretenso significado da compra e do uso de cada produto; por inovação na direção de um mundo mais sustentável, mais do que pela novidade em si. Trata-se de uma grande oportunidade fazer uma publicidade mais consciente.



Fonte: Redação CicloVivo



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