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Dia Mundial de Combate à Desertificação alerta para o problema da seca em vários pontos do planeta

Compartilhe:     |  13 de junho de 2015

Poucos autores brasileiros conseguiram retratar tão bem a dureza de manter-se vivo numa região árida e castigada pelo clima como o escritor alagoano Graciliano Ramos. Em “Vidas Secas”, romance publicado em 1938, ele conta a história de uma família miserável de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca.

Não é por acaso que instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas), desde a década de 60 voltam seus olhos para o sofrimento da população de países assolados pela seca – boa parte deles no continente africano. O quadro se agravou quando, na década de 70, intensificaram-se os grandes movimentos migratórios e a devastação ambiental em toda a África, especialmente na região semiárida, ao sul do deserto do Saara. A situação se caracterizava pela pobreza, fome e destruição de recursos naturais vitais, como água, vegetação e solo.

Esse processo destrutivo, que corresponde à transformação de terras com potencial produtivo em uma área infértil ou num deserto, é chamado de desertificação. A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, o conceitua como “a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas”. Começava aí o entendimento, por parte da comunidade internacional, de que a desertificação deveria ser encarada como um problema em escala mundial e, portanto, necessitava de ações de caráter global.


Continente africano é o mais atingido

Vários planos de combate à desertificação foram concebidos, mas com resultados aquém do esperado. Foi somente na Rio-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, no Rio de Janeiro, com a criação de uma convenção – instrumento jurídico mais forte, pois obriga os países que a assinam a assumir uma série de compromissos, ao contrário de uma conferência, onde a adesão é voluntária – que ações mais efetivas começaram a ser implantadas.

A UNCCD (Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação nos Países afetados por Seca Grava e/ou Desertificação) entrou em vigor em 1996, e o Brasil aderiu a ela no ano seguinte. Hoje, 192 países participam da UNCCD e têm como principal obrigação elaborar um Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, o PAN.

No Brasil, o processo de desertificação não é diferente. É também consequência do uso inadequado dos recursos florestais principalmente da Caatinga e do Cerrado para o fornecimento de biomassa florestal no atendimento de considerável percentual da matriz energética do Nordeste e de outras regiões, por meio de desmatamentos; pelas praticas agropecuárias sem manejo correto dos solos. Tais fatores provocam erosão e esgotam o solo; pelo sobrepastejo na pecuária extensiva, que atrapalham a regeneração da vegetação; e pelo manejo inadequado dos sistemas de irrigação.

Com informações da ONU e do Ministério do Meio Ambiente



Fonte: Bayer Jovens



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