Notícias

Diabetes gestacional: como é o pré-natal da grávida com a doença

Compartilhe:     |  6 de setembro de 2019

Além de aumentar o número de idas ao consultório do seu médico, a grávida com diabetes gestacional deve contar com a ajuda de um endocrinologista e um nutricionista para orientá-la durante o pré-natal. Uma das principais mudanças na rotina será na alimentação. As refeições devem ser fracionadas e não se pode ficar mais de três horas em jejum. É fundamental reduzir a quantidade de carboidrato, que se transforma em açúcar no sangue, optar por alimentos integrais, evitar doces e incluir frutas e verduras no cardápio. Os adoçantes podem ser usados com moderação, evitando aqueles à base de aspartame.

Grandes restrições alimentares, no entanto, são arriscadas e podem levar a um quadro conhecido como cetose, que pode privar o feto de receber a glicose de que precisa. Os exercícios físicos são parte do tratamento. A musculatura tem receptores de insulina e, à medida que você a estimula, aumenta a sensibilidade a ela. Além disso, o excesso de glicose é fonte de energia na hora das atividades. De quebra, você se sente bem física e psicologicamente e controla o ganho de peso, que deve ficar entre 9 e 13 kg, para mulheres com IMC (índice de massa corporal) dentro do normal e não mais que 7 Kg para as obesas.

Em alguns casos, a alimentação e a atividade física são o suficiente para controlar a doença, sem a necessidade de remédios. Para saber se estão fazendo efeito, há um aparelho que mede a sua glicemia em casa mesmo. Basta uma gota de sangue do seu dedo. Esse controle deve ser feito, pelo menos, quatro vezes ao dia; em jejum, após o café da manhã, almoço e jantar. O nível de glicose não deve ultrapassar 130 mg/dL uma hora após as refeições. Se várias vezes esse valor estiver acima, é hora de usar a insulina. A quantidade de medicamento varia de acordo com a necessidade de cada mulher, e pode aumentar ao longo da gravidez.

A doença vai embora após o parto?
Quando o filho nasce, há uma queda brusca dos hormônios da gestação, e a tendência é de que a diabetes gestacional desapareça. As pacientes que permanecem diabéticas após o parto provavelmente tinham a doença não diagnosticada antes da gravidez. Na volta da maternidade, em casa, será preciso ainda fazer alguns controles e, a partir da sexta semana após o parto, realizar nova curva glicêmica. 

E o cuidado deve continuar sempre. Mulheres que tiveram a diabetes gestacional têm mais chance de ter diabetes tipo 2 no futuro e repeti-la em uma próxima gravidez.



Fonte: Revista Crescer



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Considere aspectos individuais antes de sacramentar vínculo com animal de estimação

Leia Mais