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Diego, a tartaruga de Galápagos que salvou sua espécie, será libertada

Compartilhe:     |  12 de janeiro de 2020

Diego, a tartaruga salvou sua espécie do risco de extinção, voltará à sua ilha de origem em Galápagos em março, após concluir o programa de reprodução em cativeiro dessa variedade, cuja população se recuperou.

O fim do programa “inclui a devolução dos 15 adultos reprodutores”, entre os quais está Diego, um supermacho da espécie “Chelonoidis hoodensis” pai de ao menos 40% das crias que atualmente estão na ilha Espanhola, de onde é originário, informou na última sexta-feira (10) o Parque Nacional Galápagos (PNG).

Junto ao centenário Diego, que foi repatriado em 1976 de um zoológico americano, voltarão à Espanhola em março 12 fêmeas e dois machos, com os quais o Parque iniciou o programa de reprodução em meados da década de 1960 na ilha Santa Cruz.

Desde então, a população desta espécie de tartaruga aumentou chegando a 2 mil exemplares, afirmou o PNG.

“Foram devolvidas cerca de 1.800 tartaruguinhas à Espanhola. E agora, contando com a reprodução natural, temos aproximadamente 2 mil tartarugas”, disse à AFP Jorge Carrión, diretor do parque.

Isto demonstra que eles “são capazes de crescer, são capazes de se reproduzir, são capazes de desenvolver sua vida natural”, acrescentou.

Diego voltará a sua ilha de origem “quase oito décadas depois de ter sido extraído”, disse o PNG, lembrando que durante 30 anos o quelônio morou no zoológico de San Diego, que lhe dá seu nome. Esta tartaruga é a antítese de George, o último exemplar da espécie “Chelonoidis abigdoni”, que morreu em 2012 após se negar a cruzar em cativeiro.

Diego é “a tartaruga macho que providenciou grande parte da linhagem que estamos devolvendo à Espanhola” e existe um sentimento de “felicidade ao ter a possibilidade de devolver esta tartaruga a seu estado natural”, comentou Carrión.

Antes de voltar à ilha, as tartarugas deverão passar por uma quarentena para evitar que levem com elas sementes que não são endêmicas de Espanhola.

Carrión considera que os animais “não vão ter nenhum tipo de impacto no momento de voltar” à Espanhola, pois no Parque estão dadas “as condições mais naturais possíveis. A alimentação não é exagerada, é limitada, justamente tentando imitar as condições” de seu habitat natural.

O PNG vai manter o programa de reprodução em cativeiro para outras quatro espécies das ilhas Floreana, São Cristóvão e Isabela, que integram o arquipélago a 1.000 km da costa equatoriana, considerado Patrimônio Natural da Humanidade por sua flora e fauna únicas.



Fonte: MSN - AFP.com



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