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Dinossauro famoso de “Jurassic Park” era bem diferente na vida real

Compartilhe:     |  10 de julho de 2020

Um estudo realizado pela Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, mostra que o famoso Dilophosaurus era bem diferente do que se imaginava. Em “Jurassic Park”, ele é retratado como um animal que cospe veneno pelo pescoço e possui duas cristas na cabeça em forma de pá, parecido com um lagarto. Entretanto, paleontólogos afirmam que ele tem muitas características em comum com as aves modernas. A pesquisa foi publicada no Journal of Paleontology.

Uma das principais diferenças em relação a representação desse dinossauro nos cinemas é que ele não era pequeno como mostram os longas. O verdadeiro Dilophosaurus era o maior animal terrestre de seu tempo — há 183 milhões de anos, durante o Jurássico Inferior —, atingindo até 6 metros de comprimento.

O principal autor do estudo, Adam Marsh, analisou cinco fósseis mais completos de Dilophosaurus durante seu doutorado. As primeiras descrições do animal o caracterizavam com uma crista frágil e mandíbulas fracas — o que influenciou a criação do Dilophosaurus em Jurassic Park como um dinossauro esbelto que subjugava suas presas com veneno.

Dilophosaurus retratado na franquia Jurassic Park (Foto: Divulgação)
Dilophosaurus retratado na franquia Jurassic Park (Foto: Divulgação)

Mas, ao analisar os fósseis, Marsh encontrou o oposto dessa descrição: os maxilares do Dilophosaurus tinham músculos poderosos. Ele também descobriu que alguns ossos tinham vestígios de sacos aéreos, o que teria ajudado a reforçar o esqueleto do animal, incluindo sua dupla crista. “Eles são como plástico bolha — o osso está protegido e fortalecido”, disse Marsh, em nota.

Essas bolsas de ar não são exclusivas do Dilophosaurus. Os pássaros modernos e os dinossauros mais massivos do mundo também têm ossos “aerados”. Nos dois casos, os sacos aliviam o peso do animal, o que ajudou os grandes dinossauros a se locomoverem, mesmo sendo bem pesados.

O pesquisador registrou diversas características anatômicas de cada fóssil e as comparou usando algoritmos, confirmando que todos pertenciam ao gênero Dilophosaurus. O cálculo também revelou que existe uma lacuna evolutiva entre o animal e seus parentes dinossauros mais próximos, indicando que provavelmente há muitos outros para serem descobertos.

Os novos registros do Dilophosaurus ajudarão paleontólogos ao redor do mundo a identificarem melhor as amostras de dinossosauros. Além disso, Marsh já confirmou que novos estudos estão em andamento.



Fonte: Revista Galileu



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