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Disco da Via Láctea é deformado e torcido, aponta novo estudo de cientistas poloneses

Compartilhe:     |  4 de agosto de 2019

O disco da Via Láctea não tem exatamente a forma achatada: estudo publicado em fevereiro mostrou evidências de deformação ao redor das bordas da galáxia, e agora uma nova pesquisa, publicada na revista Science, sustenta essa hipótese. O disco galáctico é uma “borda” que possui poeira espacial, estrelas variadas, nebulosas, dentre outros corpos celestes.

Pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia, montaram um mapa tridimensional da galáxia, usando as distâncias entre as estrelas variáveis ​​Cefeidas como marcação. Essas estrelas jovens e gigantes são de 100 a 10 mil vezes mais brilhantes que o Sol, o que permite que os cientistas as detectem mesmo a grandes distâncias.

Essas estrelas também produzem pulsos de luz regulares, que foram usados para determinar a posição de 2.431 Cefeidas espalhadas pela Via Láctea. “Nosso mapa mostra que o disco da Via Láctea não é plano. É deformado e torcido”, disse o astrofísico Przemek Mroz.

O estudo foi realizado com o Optical Gravitational Lensing Experiment (OGLE), telescópio e projeto astronômico polonês que, até agora, mais do que dobrou o número de Cefeiras na galáxia.

Os dados do OGLE foram ampliados com Cefeidas identificadas no Catálogo Geral de Estrelas Variáveis ​​(GCVS), na Pesquisa Automatizada de Todos os Céu (ASAS), a Pesquisa Automatizada para Supernovas (ASAS-SN), do último alerta de impacto terrestre de asteróides System (ATLAS) e do catálogo Gaia Data Release 2 (Gaia DR2). Em outras palavras, o projeto de mapeamento.

Observações de estrelas variáveis Cefeidas também foram usadas na pesquisa divulgada em fevereiro, mas os novos dados acrescentam precisão, detalhes e restrições às observações que já foram feitas sobre a forma distorcida da Via Láctea.

Segundo o portal Science Alert, a  Via Láctea é uma galáxia espiral, e não é incomum que galáxias como esta fiquem distorcidas nas bordas. O que é incomum é que a deformação inclui jovens estrelas. Uma possibilidade é que o disco externo da Via Láctea esteja atrasado, mas ainda sendo puxado pelo disco interno maciço, criando uma espécie de formato alongado em vez de um disco perfeitamente plano.



Fonte: Revista Galileu



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