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Documentário expõe lixo deixado no Everest e discute futuro do planeta

Compartilhe:     |  30 de maio de 2020

O Everest é a montanha de maior altitude da Terra — e mais famosa também. Milhares de turistas se dispõem a escalar o monte todos os anos, mas o que pouco sabem é que o lixo gerado durante as trilhas, fica no local. Mostrar exatamente isso é o objetivo do documentário Everest Sustentável, que estreia no Canal Off, da Globosat, no dia 5 de junho, às 20h, em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

A produção conta com a participação de Caio Queiroz, ambientalista e sócio-fundador da Mídia Sustentável; a empresária e influenciadora Mariana Britto; o montanhista Carlos Santalena, que já atingiu o cume do Monte Everest três vezes; e o cinegrafista Gabriel Tarso. Eles viajaram por 21 dias pelo Nepal, passando entre Kathmandu, capital do país, e Lukla, onde fica a entrada do Parque Nacional de Sagarmatha e se inicia a trilha até a base de acampamento do Everest — totalizando seis dias de ida e três de volta, em uma trilha de 45km.

O vídeo revela os problemas ambientais que acontecem na região e, por estar sendo lançado em época de pandemia, também traz a reflexão sobre uma série de consequências ao planeta causadas pelo descaso com o meio ambiente e outras questões sanitárias.

A GALILEU entrevistou o ambientalista Caio Queiroz, que explicou os detalhes dos bastidores do documentário. Segundo ele, por ser um local de difícil acesso, não existe uma estrutura para coleta e reciclagem ao redor da trilha do monte. O ideal seria que os turistas gerassem a menor quantidade de dejetos possível e trouxessem o lixo de volta após a aventura.

Em meio a pandemia, documentário sobre a importância da conscientização ambiental é lançado no Canal Off (Foto: Caio Queiroz)
Em meio a pandemia, documentário sobre a importância da conscientização ambiental é lançado no Canal Off (Foto: Caio Queiroz)

“A gente não só gerou menos lixo durante o percurso, como também levamos placas solares para carregar nossos equipamentos e sistemas de luz ultravioleta para tratar a água de pia e torná-la potável”, explicou Queiroz. O ambientalista diz que o único lixo gerado foi no aeroporto de Lukla. Eles compraram 6 garrafas PET de meio litro para mostrar a quantidade de dejetos que seria deixada no Everest e, após isso, destinaram o material para o programa de reciclagem do próprio aeroporto.

O documentário ainda apresenta uma ação desenvolvida por alguns habitantes da cidade Nanche Bazaar, uma das comunidades locais do Everest. Os moradores trituram o lixo e pedem que turistas levem voluntariamente de três a quatro quilos de lixo para despejar na coleta do aeroporto. “Trazer o lixo de volta é o mínimo de respeito que o turista tem que ter pela região e pelos moradores. É uma obrigação moral”, diz Queiroz.

Para o ambientalista, a obra também ajuda a refletir e discutir sobre a atual pandemia de Covid-19. “A doença é uma grande crise ambiental também, escancarando a negligência com a saúde e o meio ambiente”, afirma Queiroz, que acredita que devemos mudar nossos hábitos de consumo criando uma sociedade mais sustentável.



Fonte: Revista Galileu



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