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Doença causada pelo vírus da catapora afeta pessoas com mais de 50 anos

Compartilhe:     |  29 de agosto de 2019

Dor, coceira, ardor, surgimento de lesões na pele, febre e sensação de formigamento. Estes são alguns dos sintomas da herpes-zóster, doença conhecida como cobreiro, que afeta pessoas que já tiveram catapora. O problema pode ser desenvolvido em qualquer idade, mas na maioria das vezes aparece em quem tem mais de 50 anos. As doenças possuem relação direta, pois são causadas pelo mesmo vírus, o Varicela-Zóster.

— Esse é um vírus de encubação longa, ou seja, a pessoa que já teve catapora fica com esse microrganismo no corpo até que a imunidade abaixe de novo. Mas nem todo mundo que teve catapora vai desenvolver zóster — explica o especialista em medicina preventiva Antonio Carlos Till, fundador do Vita Check-Up.

As lesões — formadas por bolinhas vermelhas — aparecem sobre o caminho traçado por nervos. As regiões onde elas surgem com maior frequência são no peito e das costas.

A única forma de prevenção contra a herpes-zóster é vacinação, mas o SUS não disponibiliza doses grátis. O Ministério da Saúde informou que oferece todas as vacinas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde e que este não é o caso da que protege contra a herpes-zóster. A pasta afirmou que ainda que não há pedido de incorporação desta vacina no calendário nacional. Nas clínicas particulares, os preços variam entre R$ 520 a R$ 620.

— É uma vacina nova, que tem uma concentração (de componentes para criar anticorpos contra o vírus) cerca de dez vezes maior que a catapora — afirma Celso Granato, infectologista do Grupo Fleury.

Mais detalhes

A doença afeta principalmente as pessoas após os 50 anos, pois o sistema imunológico fica mais debilitado com o passar dos anos: quanto maior a idade, mas fraco ele fica.

Baixas no sistema imunológico em qualquer idade podem acarretar o desenvolvimento da herpes zóster. Estresse, diabetes descontrolada e tratamento à base de corticoides são alguns fatores que podem afetar a imunidade.

Em cerca de 15% dos casos da doença, o vírus segue o trajeto do nervo trigêmeo, responsável por enervar a face. Quando isto ocorre, há chance de que o vírus afete o nervo óptico, podendo levar à cegueira.

A reincidência de herpes zóster é baixa, mas há possibilidade de acontecer.

O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas, como as lesões cutâneas.

Uma das complicações da doença é o desenvolvimento de nevralgia pós-herpética, que causa dor persistente por 4 a 6 semanas após a erupção cutânea. É mais frequente em mulheres e após comprometimento do trigêmeo.

A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas em tratamento de câncer e imunodeprimidos em geral. Além daquelas com alergia a quaisquer componentes.

Nota completa do Ministério da Saúde

“O Ministério da Saúde oferece gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) todas as vacinas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A vacina para herpes-zóster não integra o Calendário Nacional de Vacinação. Vale destacar que, para ser integrada ao SUS, uma nova vacina, ou qualquer outro medicamento, precisa passar pela análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que leva em conta aspectos como a eficácia, segurança e custo efetividade do produto, além dos benefícios da oferta para a população.

Vale esclarecer ainda que não há pedido de incorporação desta vacina na Conitec. As estratégias de vacinação no Brasil são respaldadas em bases técnicas, científicas e logísticas, evidência epidemiológica, eficácia e segurança do produto, somados à garantia da sustentabilidade da estratégia adotada para a vacinação. Outra avaliação é se a vacina é importante do ponto de vista de saúde pública.

Para mais informações, acesse: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/herpes-zoster



Fonte: Extra - Evelin Azevedo



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