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Donata Meirelles prega sustentabilidade nas passarelas

Compartilhe:     |  9 de dezembro de 2019

A sustentabilidade chegou de vez às passarelas e não apenas como uma tendência. Na Alemanha, por exemplo, foi criada a primeira etiqueta de tecido sustentável oficial do governo. Na França, o presidente Emmanuel Macron estreou, recentemente, seu novo Fashion Pact: um conjunto de objetivos comuns que a indústria da moda pode adotar a fim de reduzir seu impacto ambiental. Tais ações, avalia a consultora Donata Meirelles, representam o início de algumas importantes mudanças na área da moda, que precisa pensar no meio ambiente.

“Não ter medo de começar com mudanças pequenas. É assim que se quebram os paradigmas. É melhor começar com pequenas atitudes, uma aqui e outra ali, do que nunca mudar”, afirma Donata Meirelles.

Vale lembrar que, há algum tempo, o termo “sustentabilidade” dentro da Moda era interpretado com uma conotação negativa e virou sinônimo do chamado greenwashing. Ou seja, tudo o que é dito em prol do meio ambiente, mas que não incentiva a diminuição do consumo nem da produção de bens, sendo, assim, apenas uma estratégia de marketing.

Outro ponto a se ressaltar, dentro da questão da sustentabilidade na Moda, é que a  indústria em si não é sustentável. Porém, ressalta Donata Meirelles, ela pode e deve ser “eco-consciente”, “eco-friendly” e, principalmente, transparente em toda a sua cadeia de produção. “O próprio consumidor está exigindo que as marcas tenham propósitos claros e justos”, aponta a consultora.

Na França, o responsável pelas metas do pacto pela redução do impacto ambiental na Moda foi escrito pelo presidente e CEO da Kering, François-Henri Pinault. No fim da Cúpula de Moda de Copenhagen, em abril deste ano, 32 empresas, e aproximadamente 150 marcas, já haviam aceitado o Fashion Pact.

Algumas marcas grandes, como a sueca Asket, a CollinaStrada e a VinandOmi, pregam a transparência e negam o consumo excessivo. No entanto, assegura Donata Meirelles, muito ainda precisa ser feito, apesar desses primeiros passos. Afinal de contas, na indústria da Moda, “a reutilização e a compra de itens de segunda não são alternativas”. “Os primeiros passos foram dados e acredito que a sustentabilidade vai ser, em poucos anos, a grande responsável por mudanças necessárias na indústria da Moda”, avalia.



Fonte: Veja - JayPRO



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