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Drone registra mais de 60 mil tartarugas em pleno mar da Austrália

Compartilhe:     |  12 de junho de 2020

Uma equipe de cientistas australianos registrou, através de vídeos feitos por drones, cerca de 64 mil tartarugas verdes próximo à Ilha Raine, na Grande Barreira de Corais da Austrália. As imagens, gravadas em dezembro e divulgadas agora, mostram o maior local conhecido de reprodução das tartarugas marinhas.

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) é uma espécie encontrada em regiões tropicais e sub-tropicais e considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre as causas que colocam os animais sob risco estão a caça desenfreada, a poluição de praias que servem como ninhos para seus ovos e a captura acidental em redes de pesca de peixes.

Por esse motivo, cientistas vêm acompanhando de perto os números de membros da espécie. Recentemente, a equipe de pesquisadores do Departamento de Meio Ambiente e Ciência do estado australiano de Queensland publicou um artigo descrevendo o uso de drones como o método mais eficaz para contar as espécimes. Antes, a equipe utilizou uma tinta atóxica para marcar os cascos das tartarugas quando elas se aglomeravam em terra firme, permitindo fazer contagens periódicas no oceano através de observações diretas, feitas em de barcos – mas o método se mostrou bastante falho, já que havia um número muito grande de tartarugas para se contar no olho.

A nova técnica permitiu provar que a região é de fato o maior local de reprodução de tartarugas marinhas conhecido. Segundo os cientistas, as tartarugas passam a maior parte do tempo nas águas, onde se alimentam, mas sempre migram de volta às mesmas praias que nasceram para colocar seus ovos enterrados nas areias.

Apesar de o vídeo trazer uma bela visão da natureza, nem tudo é positivo. Em entrevista à CNN, o pesquisador Andrew Dunstan contou que, durante o processo, a equipe identificou que a reprodução das tartarugas não estava acontecendo tão bem como deveria para um grupo de indivíduos tão grande. As razões ainda não estão totalmente claras, mas um motivo encontrado pelos cientistas foi que as praias onde os ovos são colocados estavam alagando mais frequentemente. A equipe também disse em comunicado à imprensa que está intervindo na ilha para protegê-la e tornar o habitat mais amigável para a reprodução dos répteis.



Fonte: Superinteressante



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