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Drones são ferramenta para monitoramento do Parque do Cantão em Tocantins

Compartilhe:     |  14 de junho de 2015

Com a popularização dos drones, veículos aéreos não tripulados de pequeno porte que funcionam com controle remoto, novas utilidades foram dadas à esta tecnologia. No Parque Estadual do Cantão, em Tocantins, os drones tem sido usados para fotografar e monitorar áreas de difícil acesso na Amazônia. Com uma câmera do tipo GoPro, eles podem ajudar na contagem de botos e até mesmo encontrar com facilidade locais onde haja ação ilegal, como caça ou desmatamento. A ideia surgiu após pesquisadores do Instituto Araguaia verem um experimento parecido feito na África, para monitorar elefantes.

Um dos principais desafios no parque é o acesso: são 850 lagos no meio de uma floresta de igapó, de 90 mil hectares. Segundo o diretor do Instituto, George Georgiadis, encontraram no drone uma alternativa funcional para captar imagens aéreas e monitorar o parque de diversas formas. “Encontramos formas onde a tecnologia pudesse ajudar. Quando surgiram os primeiros drones com o preço acessível, talvez nós tenhamos sido uma das primeiras instituições no Brasil a usá-los”, disse ao Portal Amazônia.

O modelo usado inicialmente, em 2013, pelo Instituto, foi um DJI Phantom. “Eventualmente perdemos um para mandar mais alto ou pela água. Testamos até o limite para ver o que conseguíamos”, lembrou Geordiadis. Atualmente, três drones foram adquiridos pelo Instituto. No entanto, um quarto aparelho foi obtido por meio de um prêmio da empresa chinesa DJI, fabricante do Phantom, na categoria ‘Business‘. O prêmio foi dado em função do uso diferenciado que o Instituto deu ao aparelho. Confira o vídeo vencedor:

Botos do Araguaia

O Parque do Cantão está localizado no Centro-Oeste de Tocantins, em um encontro da floresta amazônica com o cerrado, por onde passa o rio Araguaia. Em 2014, o parque tornou-se referência como habitat de uma espécie nova de botos, o Inia araguaiensis, ou boto do Araguaia. Tanto o DNA quanto o comportamento do animal tem grandes diferenças quando comparados com o ‘parente’ amazônico.

“A descoberta como espécie nova foi com base nos dentes, no DNA, mas não se sabia nada sobre o comportamento, que é diferente dos outros botos da Amazônia. Estes tendem a ir pra água funda, já os do Araguaia conseguem ficar em águas rasas para chegar em locais mais profundos, eles ‘patinam’ em alta velocidade. Isso é uma coisa que a maioria desses animais evita pelo medo de encalhar e morrer. Documentamos isso, a adaptação deles, pela primeira vez filmando com o drone”, contou Geordiadis. O monitoramento busca realizar um censo desses animais que, estima-se, possuem menos de mil exemplares.



Fonte: Portal Amazônia - Clarissa Bacellar



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