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É possível onças e homem viverem em harmonia na natureza?

Compartilhe:     |  30 de julho de 2018

Uma onça-parda entra em uma propriedade rural no município de São Miguel do Iguaçu (PR), bem ao lado do Parque Nacional do Iguaçu, e mata três cabeças de gado.
O dono dos animais, Marcos Antonio Alves, vive no local com a mulher e os dois filhos e, sem saber o que fazer, liga para o projeto Onças do Iguaçu (antigo Carnívoros do Iguaçu), que atua na região desde 2009 com o apoio do governo e de outras instituições, como o WWF-Brasil.

O que você acha que acontece em seguida?
Ao contrário do que muitos poderiam pensar, Marcos não quer se vingar da onça e caçá-la ou então receber uma simples indenização pelos animais perdidos.
Com o apoio do Onças do Iguaçu, ele passa a entender que assim como ele se sente ameaçado pelo carnívoro que mora ao lado, a onça vê o Homem que vive ao lado de sua casa como uma ameaça para todas as suas presas, que são caçadas ilegalmente dentro do parque.

E a solução para que ambos possam conviver em paz é a coexistência. Isso mesmo! Onças e homens podem viver lado a lado sem prejudicar um ao outro, desde que sejam tomadas providências para isso.
“Conflitos entre criadores de animais domésticos e felinos silvestres causam prejuízo para os dois lados: os criadores perdem seus animais e, em resposta, os felinos acabam sendo perseguidos. Nossa ideia é ajudar proprietários e criadores de animais domésticos do entorno do Parque Nacional do Iguaçu a entender e enfrentar melhor os problemas com os felinos silvestres”, comenta Yara Barros, coordenadora executiva do projeto Onças do Iguaçu.

Cartilha traz soluções para o problema
Pensando em munir os produtores do entorno do parque em que o projeto atua, o Onças do Iguaçu está lançando o guia de convivência “Onças do Iguaçu”, um material completo sobre como lidar com predações de onças e alternativas sustentáveis para lidar com o problema.
“Queremos muito que todos passem a ver esses animais magníficos com outros olhos, que entendam sua importância, seja na manutenção do equilíbrio e da harmonia no pedaço de terra que nos circunda e na natureza como um todo, seja como componentes muito especiais do valioso patrimônio natural do nosso país”, diz Yara.



Fonte: NEO MONDO - TAÍS MEIRELES



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