Ecologia e Saúde

#Egophonia: como os smartphones estão nos roubando tempo e vida

Compartilhe:     |  5 de janeiro de 2020

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Já notou como a humanidade em vez de usar a tecnologia, está sendo usada pela mesma?

O termo #Egophonia vem de uma publicação italiana, um livro que, com sua capa de bela e intensa cor vermelha, faz referência imediata à paixão que detona os sentidos, mas ao mesmo tempo traz sinais de perigo e alerta!

A autora do livro, Monica Bormetti, é consultora em treinamento sobre o uso consciente da mídia digital no ambiente corporativo e escolar e, página após página, conta claramente como os smartphones (esses telefones que consideramos tão inteligentes),  na realidade, estão se interpondo cada vez mais entre nós e a vida real.

Dedicamos muito tempo aos telefones celulares não para uso clássico, ou seja, para telefonar para as pessoas, mas para seguir e-mails, chats, redes sociais: as pessoas passam de duas a cinco horas, ou mais por dia, dentro de suas microtelas, que são suas ilhas.

Seguimos sem considerar os efeitos nocivos à nossa saúde física, causada pelas emissões eletromagnéticas dos telefones celulares (expressos no valor da SAR ) e acabamos por acreditar que desempenho e velocidade superiores são absolutamente essenciais para melhorar a qualidade de nossas vidas. Com isso os efeitos psicológicos dessas “próteses de nossa existência“, seguem perdurando.

O livro não tem posição “contra” os telefones celulares, mas enfatiza a importância de uma reflexão séria sobre o uso que fazemos deles, para que seja realmente possível tirar proveito total dessa tecnologia e, ao mesmo tempo, “diminuir os prejuízos em termos cognitivos, relacionais e físicos” para a humanidade.

Os smartphones entre nós e a vida

O caminho a seguir na direção de reduzir os impactos prejudiciais do smartphone, é inteligentemente traçado por Monica Bormetti. Trata-se de reconhecer que, muitas vezes, entramos online para algo que é necessário fazer, mas depois permanecemos um longo tempo, “vivendo” nessa dimensão paralela à realidade, na qual temos nossa “identidade digital”.

O próximo passo é, portanto,  observar e estar conscientes, de como nos relacionamos com o dispositivo, e compreender os mecanismos psicológicos que nos fazem ficar ligado à sua tela.

Com essa clareza de visão, será possível definir a “estratégia e a razão”, para sair dessa dependência, cada um dentro de seu contexto, com seus objetivos e prioridades para seguir em frente promovendo uma mudança, um caminho para reconstruir seu tempo com novos hábitos.

Em suma, sem transtornos e de maneira gradativa, é possível sair do uso automático e compulsivo do celular e “alcançar o estado de monges budistas que usam smartphones, sim, mas não são arrastados para um vórtice do qual lutam para sair”, ou seja, não se tornam dependentes!

Muitos estudiosos – por exemplo, o historiador Yuval Noah Harari, que estudou a evolução da espécie Homo sapiens em seu best seller Sapiens se revela preocupado com os efeitos dessa mudança de comportamento humano. O homem evoluiu vendo, ouvindo e principalmente sentindo o calor humano. Todos os mamíferos precisam de amor real, não virtual, precisam trocar olhares, precisam do toque da pele. Esta mudança pode causar estragos ainda mais dramáticos daqueles já vistos: depressão, sociopatia, ansiedade, etc, poderia causar a extinção da nossa espécie se deixássemos de ser os seres sociais que o nosso DNA formou, durante os milhares de anos das nossa evolução.

Você já parou para se perguntar por que fica tanto tempo online? E já tentou deixar o celular guardado “a 7 chaves” dentro da bolsa ou do bolso, quando está em companhia de gente real?

Se a resposta te levou à constatação de dependência aos estímulos do smartphone, que tal fazer um detox digital, para começar o ano melhor, tendo relações de verdade?



Fonte: Greenme - Deise Aur - Fonte foto: Steve Cutts



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