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Elefante africano é essencial para manutenção de ecossistemas, diz estudo

Compartilhe:     |  13 de outubro de 2018

Os animais são considerados como vulneráveis na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas

Um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostrou a importância dos elefantes africanos. De acordo com a publicação, eles são de extrema importância para a manutenção dos ecossistemas em que estão presentes. A pesquisa foi liderada por John R. Poulsen, que participa do Programa de Ecologia da Universidade.

Após estudarem a respeito da Fauna e Flora afro tropical, os pesquisadores chegaram a conclusão que as composições das florestas devem mudar, caso os animais desapareçam. O tamanho das árvores também deve ser afetado e, consequentemente, o poder de absorção de dióxido de carbono.

Além disso, o elefante africano também ajuda a dispersar grandes sementes. Dessa forma, eles ajudam a espalhar nutrientes raros pela floresta, que beneficiam diversas espécies na África.

Hoje, a espécie sofre com a caça, comércio de marfim e o turismo de elefantes na região. Só com a venda de marfim, estima-se que de 35 a 50 mil elefantes africanos morrem todos os anos. Sem contar aqueles indivíduos que são retirados de seu habitat para se tornar atrações turísticas, em zoológicos ou feiras.

John R. Poulsen, professor assistente da Universidade de Duke, destaca a importância de levar ao conhecimento público a situação desses animais. “Os elefantes têm um impacto enorme no ecossistema e nos organismos que vivem nele. Se as pessoas entendessem o resultado de perder os elefantes (…), talvez pudessem transferir esse conhecimento àquelas espécies menos conhecidas”, defende.

A espécie

A União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) considera o elefante africano como uma grande espécie, que engloba o elefante-da-savana e o elefante-da-floresta. Esses animais são diferentes em anatomia, reprodução e até estruturas sociais.

De acordo com Poulsen, ao tratar as duas espécies como uma, dificulta a conservação do animal. Ele explica que isso ocorre porque , quando se junta toda a população de elefante-da-savana e elefante-da-floresta, não se tem o número exato de cada uma. Além disso, o total se torna maior do que a realidade.

“Com uma população maior, o status de conservação do elefante africano pode ser listado como vulnerável. Isso permite que alguns países africanos pratiquem o comércio de marfim”, explica. Se a IUCN tratasse as duas espécies como distintas, elas seriam listadas como em perigo, o que exigiria regras mais rígidas para o comércio de marfim.



Fonte: ANDA - Ana Laura Essi



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