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Elefantes-asiáticos formam “gangues” de machos jovens, diz estudo

Compartilhe:     |  6 de julho de 2019

Devido à perda de seu habitat, elefantes-asiáticos estão formando manadas de animais machos e jovens “adolescentes”, mostra um novo estudo. Essa seria uma forma de aumentar as chances de acasalamento e garantir a sobrevivência da espécie.

Para chegar à conclusão, o pesquisador Nishant Srinivasaiah, do instituto indiano de estudos avançados, coletou 1.445 fotos de elefantes durante 23 meses. A ideia era analisar como o comportamento dos animais mudava conforme o homem influía no ambiente.

Os elefantes são naturalmente matriarcais (são liderados por uma elefante fêmea mais velha) e, quando os machos chegam a certa idade, deixam o bando para viverem sós. Srinivasaiah descobriu, no entanto, que devido às mudanças ambientais causadas pelo homem, os elefantes mais jovens estão formando grupos solitários desde cedo.

À medida que seus habitats são devastados, muitos elefantes ocupam locais onde humanos vivem. Em florestas, os machos geralmente vivem solitários entre as idades de 11 a 20 anos, mas, em zonas agrícolas, isso tem mudado: eles passaram a formar grupos quando têm, em média, 4,5 anos de idade. Grupos um pouco menores se formam em locais semi-florestados.

Assim como os humanos, quando os elefantes estão na “adolescência”, eles passam por várias mudanças hormonais que os deixam imprevisíveis se estiverem sozinhos. Por isso, muitos residentes de zonas rurais têm relatado que os animais causaram estragos em suas fazendas.

Srinivasaiah mostrou que isso não ocorre por acaso: a destruição é resultado das “gangues” de elefantes machos, que ficam juntos por mais de dez anos.

Grupos de machos têm seis vezes mais chance de destruir plantações do que bandos de fêmeas. Para os machos, acessar recursos de alimentos ricos é uma vantagem que os permite melhorar seus corpos e aumentar as suas chances de acasalamento.

Quase 150 elefantes são mortos na Índia todos os anos. O elefante-asiático está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. No documento, ele foi classificado como “espécie em perigo” e a população desse animal é decrescente.



Fonte: Revista Galileu



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