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Elevação do nível do mar vai custar US$ 14 trilhões em 2100

Compartilhe:     |  5 de julho de 2018

Sob o Acordo de Paris, o mundo se comprometeu a conter o aquecimento do planeta abaixo dos 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais. Se o objetivo não for alcançado, as perdas econômicas serão catastróficas, alertam cientistas do Centro Oceanográfico Nacional do Reino Unido. Em estudo publicado nesta terça-feira na revista “Environmental Research Letters”, os pesquisadores estimam custos anuais de US$ 14 trilhões em 2100, caso o aquecimento global extrapole a meta estabelecida.

 

— Mais de 600 milhões de pessoas vivem em áreas costeiras de baixa elevação, a menos de dez metros acima do nível do mar — alertou Svetlana Jevrejeva, autora principal do estudo. — Num clima em aquecimento, o nível global do mar vai aumentar pelo derretimento de geleiras e pela expansão termal das águas dos oceanos. Então, o aumento do nível do mar é um dos aspectos mais danosos do aquecimento global.

O estudo comparou as consequências, em níveis global e regional, do aumento do nível do mar em cenários de restrição do aquecimento global em 1,5 e 2 graus Celsius, com o pior dos cenários previstos, do RCP (Representative Concentration Pathway) 8.5. Com dados do Banco Mundial, foi medido o impacto da elevação do nível do mar em áreas costeiras de todo o mundo.

— Nós descobrimos que, com a trajetória de aquecimento de 1,5 grau Celsius, em 2100 a elevação média do mar será de 0,52 metro. Mas, se a meta de 2 graus Celsius for perdida, veremos elevação média de 0,86 metro e, no pior cenário, de 1,8 metro — afirmou Jevrejeva. — Se o aquecimento não for mitigado e seguir as projeções do RCP 8.5, os custos anuais globais de inundações vão aumentar para US$ 14 trilhões para elevação média de 0,86 metro, e de até US$ 27 trilhões para 1,8 metro. Isso vai representar 2,8% do PIB global em 2100.

PAÍSES SERÃO AFETADOS DE FORMA DESIGUAL

O estudo indica que a elevação dos níveis dos mares vai afetar de forma desigual diferentes regiões e países do mundo. Nações de renda média alta, como a China, devem ser mais afetadas que países ricos, por causa da infraestrutura de proteção existente. Nas regiões tropicais, os alagamentos serão mais constantes e intensos que em outras latitudes.

— Os níveis extremos do mar terão efeito negativo nas economias de países costeiros em desenvolvimento. Nações pequenas e insulares, como as Maldivas, serão facilmente afetadas e as pressões sobre seus recursos naturais e ambientais serão ainda maiores — comentou Jevrejeva. — Esses resultados colocam ainda mais ênfase na importância da mitigação do aquecimento global.



Fonte: O Globo



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