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Em 3 dias, Comlurb recolhe 14 toneladas de peixes mortos em Paquetá, no RJ

Compartilhe:     |  4 de novembro de 2014

A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) recolheu sete toneladas de peixes mortos da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (3). A remoção ocorreu nos arredores da Ilha de Paquetá, onde outras sete toneladas haviam sido retiradas do mar e da areia, duas na sexta-feira (31) e cinco no sábado (1º), segundo o órgão municipal. O aparecimento das savelhas (espécie de sardinha) mortas em grande quantidade começou a ser notado na região há cerca de três semanas, mas ainda não há explicação oficial para o fenômeno.

No fim da última semana, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) informou não ter encontrado indícios de toxidade, poluição ou contaminação que pudessem causar a mortandade dos animais após a realização de três exames na água da Baía de Guanabara. Os resultados das análises divulgadas na última terça-feira (29) se referem a amostras de água coletadas no dia 23 de outubro. Foram feitos testes ainda para a quantidade de oxigênio presente na água, que indicou estar dentro do padrão normal para a Baía de Guanabara. Também não foram encontradas florações de algas tóxicas.

Entre os dias 25 e 28, a Comlurb removeu aproximadamente 15 toneladas de peixes mortos das orlas da Ilha do Governador (13 toneladas), na zona norte da capital fluminense; da Ilha de Paquetá (duas toneladas); e do Flamengo (100 quilos), na zona sul.

A assessoria de comunicação do Inea informou que, descartada a possibilidade de problema ambiental nas águas, outras possíveis causas devem ser investigadas, que não seriam de competência do instituto. Entre as hipóteses levantadas pela assessoria está o descarte de pesca, já que este tipo de sardinha não é comercializado, ou uma doença que afetaria apenas esta espécie.

A ONG (Organização Não Governamental) Justiça Global informou que tem recebido dezenas de relatos de pescadores informando que estão encontrando poucos peixes nas águas, além de não conseguirem vendê-los, por causa do medo dos consumidores com as mortes. O problema estaria afetando mais de mil famílias que dependem da pesca na região.

Segundo a organização, os pescadores suspeitam que as mortes sejam causadas por algum tipo de intoxicação. De acordo com a Justiça Global, os pescadores informaram que as savelhas mortas são encontradas próximas “a uma substância que parece um produto químico”.



Fonte: Uol



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