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Em época de pandemia, cães e gatos também precisam de cuidados higiênicos

Compartilhe:     |  14 de setembro de 2020

No cenário atual que encontra-se a sociedade, vítima da crise sanitária de Covid-19 que já inteirou milhões de casos, é fundamental o cuidado com a saúde e a preocupação com a higienização da residência para impedir a propagação do vírus, todavia é necessário estar vigilante quando há animais domésticos em casa.

Estima-se que exista aproximadamente 141,6 milhões de animais vivendo em lares brasileiros. Dentre esses, 55,1 milhões são cachorros e 24,7 milhões são gatos, segundo dados do Instituto Pet Brasil. Juntamente, sabe-se que 40 milhões são aves, 19,4 milhões referem-se aos peixes, e 2,4 milhões somam os répteis e pequenos mamíferos. À vista disso, é indispensável recorrer a todos os cuidados, uma vez que a vida dos animais pode sofrer riscos por produtos nocivos.

O médico veterinário e presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Marcio Mota, explica que o hipoclorito de sódio diluído em água, o detergente neutro e a solução de sais de amônio quaternário (produto que elimina bactérias, fungos, vírus e vermes, encontrado em pet shops) são agentes eficazes para a limpeza extensiva da casa, atuando como alvejantes e desinfetantes de fácil acessibilidade.

A terceira alternativa para uso é abundantemente utilizada em clínicas, hospitais e consultórios veterinários, pois proporciona a limpeza sem que haja ameaças aos animais.

O médico afirma que todos os produtos supracitados são efetivos na luta contra o novo coronavírus, pois não agridem a pele nem as patas dos animais que, muitas vezes, por deitarem no chão acabam apresentando problemas de pele devido aos produtos utilizados na limpeza. “É importante evitar os desinfetantes comumente empregados, assim como produtos excessivamente fortes”, explica.

Além disso, é preciso estar atento quanto à armazenagem dos produtos para que os animais não alcancem, isso porque o cheiro é atrativo e pode levar a ingestão, esta que, por sua vez, resulta em intoxicação, gastrite ou lesão gastrointestinal e também queimaduras. Uma possível ingestão de produto químico normalmente acarreta uma quantidade abundante de saliva, vômitos (hematêmese) e diarréias (hematoquezia), sinais de intoxicação. Já na pele, é comum a ocorrência de coceira em áreas avermelhadas, principalmente nas regiões da barriga, do ânus e das patas, que deixam o animal inquieto, indicação de alergia. À esses sintomas, é importante procurar assistência de um médico veterinário.

Os passeios

Apesar dos animais não contraírem e nem transmitirem o vírus da Covid-19 para o ser humano, eles transportam o vírus para dentro de casa através das patas e dos pelos após um passeio na rua. Em razão disso, destaca-se a seriedade de fazer a higiene do animal em todas as ocasiões que ele sair da residência.

Não recomenda-se o uso de nenhum tipo de álcool em gel nos animais, pois a incidência pode causar queimaduras na parte inferior da pata, que fica em contato com o chão. “Aconselha-se a solução de hipoclorito de sódio 0,1%, borrifada com um spray e limpa com um lencinho umedecido nos pelos, patas e na parte traseira do animal. Para mais, a clorexidina ou o detergente neutro são possibilidades, desde que, quando lavado, o pet seja enxaguado e seco para não deixar resíduos do produto em sua pele.” afirmou Mota.

Para os banhos, o veterinário sugere que seja realizado em casa, mas se não for possível, em locais que garantem as regras de biossegurança apregoadas pelo Ministério da Saúde, o CRMV e órgãos responsáveis. “Observar se o profissional que está cuidando do banho usa luva e máscara. Para quem vai utilizar o táxi dog, verificar a higienização das caixas de transporte”, disse o médico.



Fonte: Anda - Gustavo Henrique Araújo



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