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Em novo estudo, cientistas conseguem traduzir pensamentos em palavras

Compartilhe:     |  1 de agosto de 2019

Um novo estudo mostra que, pela primeira vez, é possível decodificar palavras e frases em tempo real a partir dos sinais cerebrais que controlam a fala. Com isso, seria possível auxiliar pessoas que tiveram sua capacidade de falar afetada, “traduzindo” seus pensamentos em palavras. Realizado na UC San Francisco, o estudo foi financiado pelo Facebook Reality Labs (FRL), departamento do Facebook focado no desenvolvimento de tecnologias de realidade aumentada e virtual.

“Durante anos, meu laboratório estava interessado principalmente em questões fundamentais sobre como os circuitos cerebrais interpretam e produzem a fala”, afirma o neurocientista Eddie Chang, um dos autores do estudo. “Com os avanços que observamos nesse campo na última década, ficou claro que poderíamos aproveitar essas descobertas para ajudar pacientes com perda de fala, que é uma das consequências mais devastadoras do dano neurológico.”

O estudo foi realizado com voluntários (sem problemas de fala) que tiveram minúsculos eletrodos colocados na superfície de seus cérebros por uma semana ou mais. Neste caso, os participantes já estavam com os eletrodos previamente implantados para tratamento hospitalar sem relação com o estudo.

Os pesquisadores desenvolveram um conjunto de algoritmos equipados com modelos de fala fonológica refinados, capazes de aprender a decodificar sons de fala específicos da atividade cerebral dos participantes. Depois do treinamento, os algoritmos aprenderam a detectar quando os participantes estavam ouvindo uma nova pergunta e identificar qual era a respostas padrão com até 61% de precisão assim que eles terminaram de falar.

“O processamento em tempo real da atividade cerebral tem sido usado para decodificar sons de fala simples, mas esta é a primeira vez que essa abordagem é usada para identificar palavras e frases faladas”, diz David Moses, que também trabalhou no projeto. “É importante ter em mente que conseguimos isso usando um vocabulário muito limitado, mas em estudos futuros esperamos aumentar a flexibilidade, bem como a precisão do que podemos traduzir da atividade cerebral”.



Fonte: Revista Galileu



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