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Tem pet em casa? Cuidado: calor pode levar o animal à morte

Compartilhe:     |  30 de outubro de 2016

Os institutos de meteorologia apontam temperaturas acima da média para o verão, que começa no final de dezembro. Até lá, dias de sol e tempo abafado dão uma amostra do que está por vir. Assim como nós – humanos – que recorremos a roupas mais leves e ambientes climatizados para lidar com o calor, os animais também precisam de atenção especial para se adaptar às altas temperaturas e umidade.

De acordo com a veterinária Shelly Oliveira, que possui especialização em clínica médica de pequenos animais, os principais problemas relacionados ao aumento da temperatura são a hipertermia, infestações por ectoparasitas (pulgas e carrapatos), picadas de mosquitos e pernilongos, algumas viroses e doenças de pele.

Veterinária faz alerta para que donos tenham cuidado redobrado no calor (Foto: Rogério Soares)

No quadro de hipertermia, a temperatura corporal do cão pode chegar a 42ºC. Se não for tratada a tempo, pode levá-lo a óbito.”Os cães não transpiram como nós, sendo a respiração a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse, podem entrar num processo de hipertermia”.

O primeiro sinal de que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante”, alerta

Entre as raças que mais sofrem com o calor estão as braquicefálicas, ou seja, que têm focinho curto, como bulldog, pug, boxer, shitzu e lhasa apso, por exemplo. “Isso ocorre devido à anatomia e dificuldade para respirar e perder calor. As raças que são adaptadas ao inverno, como husky siberiano, bernese e golden retriever, também sofrem. Os animais gordinhos também ficam mais incomodados com o calor, assim como os humanos”.

Para evitar qualquer complicação relacionada às altas temperaturas, a profissional recomenda fugir de situações de calor intenso, como banho e tosa, passeios nos horários mais quentes (onde além do calor existe o piso, que pode queimar as patinhas), ficar dentro de carros parados ou fazer viagens longas. “Os donos de animais que usam focinheira devem dar preferência aos modelos que permitem que o cão fique com a boca aberta dentro do acessório. Tosar as raças muito peludas e utilizar tapetes que ajudam a resfriar o ambiente também, pode ajudar”.

A veterinária afirma que os gatos em geral exigem menos cuidados, já que não precisam ser levados para passear. “Vale lembrar a importância da água para eles também, deixando eles sempre hidratados. Uma dica e deixar duas ou três fontes de água corrente pela casa, geralmente isso estimula eles a tomarem mais água.”

Alimentação

Diferente dos humanos, que procuram refeiçoes mais leves no período de calor, a alimentação dos animais não precisa passar por mudança. “Mas é preciso ficar atento se o animal está comendo, pois geralmente o apetite deles diminui com a temperatura elevada e eles deixam para comer melhor durante a noite, por exemplo, quando está mais fresco. Além da ração, frutas e legumes frescos, e até gelados, podem ser oferecidos desde que o animal esteja acostumado”, afirma a profissional, proprietária da Nutrivet, empresa onde atua como nutricionista para cães.

A atenção também deve ser redobrada com os filhotes e raças micros. “A falta de apetite pode levar os pequenos a entrarem em hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue)”.



Fonte: A Tribuna - Gabriela Lousada



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