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Embalagem vazia de agrotóxico tem que ir para o lugar certo

Compartilhe:     |  19 de agosto de 2019

Márcio Antônio Leite não se descuida. Ele diz que sempre faz a separação das embalagens dos agrotóxicos que usa na lavoura de hortaliças em Piedade (SP). Foram mais de 600 recipientes utilizados em seis meses de trabalho. Ele guarda tudo e leva até um posto de coleta do sistema Campo Limpo, referência mundial na logística reversa para embalagens de agrotóxicos.

Paulo Amadeu, engenheiro ambiental da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (Adiesp), enumera os três agentes importantes na hora de lidar com as embalagens. Primeiro os fabricantes, que têm a responsabilidade de estruturar todo o sistema de logística reversa. Aí vêm os distribuidores e as revendas, que recebem o material. Os produtores completam a cadeia e ficam encarregados de entregar tudo no local correto.

A entrega tem que ser realizada no prazo de um ano depois do uso. Se não fizer isso, o produtor pode ser multado pela Defesa Agropecuária do Estado ou pela Polícia Ambiental.

O material recebido no posto de coleta vai para a central de recebimento de embalagens de agrotóxicos em Piedade. No local, as embalagens são separadas por cor e tipo de plástico. Depois, são compactadas e enviadas para 11 recicladoras no estado de São Paulo. O plástico volta ao mercado em forma de novas embalagens.

Embalagem vazia de agrotóxico tem que ir para o lugar certo

Embalagem vazia de agrotóxico tem que ir para o lugar certo

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 18/08/2019)

Pelo menos 95% das embalagens de defensivos agrícolas podem ser recicladas. Isso porque elas são feitas com um plástico mais resistente e até de metal. Mas antes de entregar é importante fazer o preparo dela. A lavagem é cuidadosa e exige que o trabalhador use as proteções adequadas, como roupa especial, botas, luvas, máscara e viseira.

Primeiro, o agricultor precisa retirar o produto que vai ser usado no campo e enxaguar o recipiente. A água deve ser usada para diluir o restante do agrotóxico. Depois, a embalagem é lavada mais duas vezes com água limpa, que pode ser misturada mais uma vez ao defensivo e não descartada no solo. Para concluir o processo, tem que furar o fundo do recipiente e deixá-lo secar.

A central não recebe a embalagem com resto de defensivo. É que entregar o material sujo diminui a eficiência da reciclagem. As embalagens não laváveis, como as metalizadas, sacos plásticos, de papel ou caixas de papelão, não são reaproveitadas, mas recebem o descarte correto, que é a incineração.

O Dia do Campo Limpo é comemorado em 18 de agosto. No ano passado, quase 45 mil toneladas de embalagens tiveram a destinação correta em todo o Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev).



Fonte: Nosso Campo - TV TEM



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