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Emissões de CFC continuam mais altas do que se pensava, conclui estudo

Compartilhe:     |  19 de março de 2020

Em 2016, os cientistas observaram os primeiros sinais de “cura” na camada de ozônio na Antártica. Esse marco foi o resultado de décadas de esforços conjuntos de quase todos os países do mundo, que assinaram o Protocolo de Montreal, se comprometendo a eliminar gradualmente a produção de clorofluorocarbonetos (CFC), substâncias que impactam diretamente a camada de ozônio e também são fortes causadores do efeito estufa.

Entretanto, os especialistas perceberam que, desde então, os níveis de CFC-11 e CFC-12, tipos de clorofluorocarbonetos, continuam altos — maiores do que o esperado. Segundo uma nova investigação de especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) publicada na Nature Communications, os causadores desse problema são equipamentos antigos, como espuma de isolamento para construção, refrigeradores e sistemas de refrigeração e isolamento de espuma, fabricados antes da eliminação global dos CFCs que ainda vazam os gases na atmosfera.

“Onde esses ‘bancos’ de CFC residem, devemos considerar recuperá-los e destruí-los da forma mais responsável possível”, disse Susan Solomon, coautora do estudo, em declaração à imprensa. “Alguns ‘bancos’ são mais fáceis de destruir do que outros. Por exemplo, antes de demolir um edifício, você pode tomar medidas cuidadosas para recuperar a espuma de isolamento e enterrá-lo em um aterro, ajudando a camada de ozônio a se recuperar mais rapidamente e talvez impedindo parte do aquecimento global como um presente para o planeta.”

A equipe também identificou uma fonte inesperada e considerável de outro produto químico que destrói a camada de ozônio, o CFC-113. Essa substância era tradicionalmente usada como solvente de limpeza e sua produção foi proibida, exceto para alguns usos específicos.

No entanto, os pesquisadores descobriram que o CFC-113 está sendo emitido a uma taxa de 7 bilhões de gramas por ano — quase o mesmo que o pico do CFC-11, que atingiu cerca de 10 bilhões de gramas por ano. “Há alguns anos, o mundo ficou muito descontrolado com 10 gigagramas de CFC-11 que não deveriam estar lá e, agora, estamos vendo 7 gigagramas de CFC-113 que não deveriam estar lá”, afirmou Megan Lickley, líder do estudo e pesquisadora do Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “Os dois gases são semelhantes em termos de esgotamento de ozônio e potencial de aquecimento global. Portanto, este é um problema significativo.”



Fonte: Revista Galileu



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