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Empresa transforma lixo orgânico em adubo em bairro do Rio de Janeiro

Compartilhe:     |  20 de janeiro de 2021

Escolas, condomínios e o comércio são os alvos do empreendimento do ramo ambiental

Fazer o lixo virar adubo é mais do que um negócio, é um abraço ao meio ambiente. Criada em junho de 2020, a Composta’e Resíduos, com sede na Tijuca, tem como objetivo conscientizar a população local de que a compostagem (conjunto de técnicas aplicadas para estimular a decomposição de materiais orgânicos e transformá-los em alimento para a terra) é uma necessidade urgente. Fundador da empresa, William Hester comemora os cem clientes já conquistados na região, mas quer ir além. A intenção do engenheiro ambiental tijucano é levar a sua proposta de ação sustentável para um número cada vez maior de pessoas que moram, trabalham ou estudam no bairro e nas adjacências, o que depende diretamente da adesão de escolas, comércio em geral e condomínios ao seu trabalho.

— A sociedade gera muito lixo, e metade de tudo que se produz é resíduo orgânico, ou seja, material com potencial de nutrientes, de energia, que não é aproveitado. Pelo contrário. É jogado em aterros sanitários. Restos de comida, cascas de frutas, legumes, alimentos que passaram da validade, folhas e tudo o que sobra das podas de árvores e de jardinagem podem e devem passar pelo processo de compostagem para virar adubo. Infelizmente, esse material é pouco reaproveitado — lamenta. —O trabalho da minha empresa é recolher esses resíduos nos endereços dos clientes, usando um triciclo de carga, e levá-los para a compostagem, que é feita numa área verde na Rua Conde de Bonfim 909.

Após a realização da compostagem, o cliente recebe parte do adubo que foi gerado com o seu lixo orgânico.

O lixo orgânico é reservado em recipientes próprios Foto: Divulgação
O lixo orgânico é reservado em recipientes próprios Foto: Divulgação

— Desta forma, as pessoas garantem o adubo de suas plantas e hortas. O restante do material é vendido — diz Hester.

Como este serviço tem um custo, uma das funções do engenheiro ambiental é convencer o cliente potencial da importância de ser um parceiro da natureza.

— Alcanço com mais facilidade os que já são antenados com as questões ambientais e estão em busca de uma mudança de hábito. Conscientizo de que, ao contratar os nossos serviços, o cliente está contribuindo para uma gestão eficiente dos resíduos, o que é essencial para a vida, e que ainda está fortalecendo o negócio local, já que todas as pessoas que trabalham conosco moram nas redondezas. Temos um movimento, que, inclusive, pode ser um benefício financeiro para os que já são obrigados a pagar pela coleta de lixo por excederem o limite permitido pela Comlurb. Em muitos casos, fica mais barato nos contratar.

William Hester é engenheiro ambiental, e abriu empresa para compostagem de lixo orgânico Foto: Divulgação
William Hester é engenheiro ambiental, e abriu empresa para compostagem de lixo orgânico Foto: Divulgação

Todo esse processo de fazer o bem para o meio ambiente ainda tem grande importância na formação dos estudantes.

— A compostagem é uma ferramenta de educação ambiental. É um item pedagógico rico para que as crianças cresçam com a consciência de que é preciso preservar a natureza — observa Hester.



Fonte: O Globo - Regiane Jesus



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