Notícias

Empresário aposta na Mundo Verde porque dá lucro e faz bem à saúde

Compartilhe:     |  18 de agosto de 2014

O que você faria se ganhasse uma quantia de dinheiro suficiente para passar o resto da vida sem trabalhar? O paranaense Carlos Wizard Martins se deparou com uma situação semelhante há alguns meses. Ele é o criador da escola de idiomas Wizard. Anos depois, criou o Grupo Multi, que também controla franquias como Yázigi, Skill e Microlins, dentre outras. Em dezembro de 2013, após décadas de trabalho no mercado de educação, Wizard vendeu o Multi por R$ 1,7 bilhão. O comprador foi o conglomerado inglês Pearson, que também assumiu uma dívida de R$ 250 milhões do grupo brasileiro. Sem pressa, Wizard decidiu pensar por um tempo.

Logo após a venda do Grupo Multi, Wizard declarou a Pequenas Empresas & Grandes Negócios que tiraria um ano sabático, a fim de refletir sobre o futuro. Mas no fim, a volta do empreendedor levou menos tempo. Pouco mais de oito meses após a transação bilionária, Wizard anunciou a compra da Mundo Verde, rede especializada na venda de produtos naturais com 335 unidades espalhadas pelo país.

Em entrevista, Wizard falou do período sabático, deu mais detalhes sobre a transação e o futuro da Mundo Verde. Confira:

O que você fez entre a venda do Grupo Multi e a compra da Mundo Verde?
Viajei muito. Visitei a Áustria e a República Tcheca pela primeira vez, fui à China e aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, pensei muito na vida. Foi um momento de muita introspecção. Só que, enquanto eu descansava, meus filhos [Charles e Lincoln, que também terão cargos executivos na empresa] trabalhavam. Acreditava que o melhor para mim era voltar a empreender em 2015, mas a negociação com a Mundo Verde foi concluída em quatro meses. Normalmente, uma transação do tipo demoraria entre seis meses e um ano.

E como foram essas tratativas?
Muito rápidas. O Axxon [empresa que comprou a Mundo Verde dos fundadores da marca em 2009] é um fundo de private equity. O objetivo deles é o lucro. Ao mesmo tempo, nossa família estava capitalizada e disposta a atuar. Houve uma convergência de interesses.

E por que investir no mercado de produtos naturais?
Estávamos em busca de um mercado em alta. A Mundo Verde faz parte de um movimento irreversível, que é o de busca pela saúde e pelo bem-estar. Enquanto o setor de alimentação cresce 5% ao ano, o de produtos naturais avança 15%. Nos Estados Unidos, a alta é maior que 20%. Eu mesmo prezo por hábitos saudáveis. Por isso, pensei: um setor que dá retorno financeiro e ainda gera saúde para os clientes é a melhor escolha possível.

Qual será a sua função na Mundo Verde?
Serei o presidente do conselho de administração. Meu filho Charles ocupará o cargo de CEO, enquanto o Lincoln participará do conselho.

Haverá mudanças significativas a partir de agora?
Vale destacar três pontos. Primeiro: temos muito respeito pela equipe da Mundo Verde. O pessoal tem uma vasta experiência e que deve ser aproveitada. Segundo: a cultura da empresa também será mantida. Por fim, ressalto que qualquer empresa tem espaço para inovação. Nossa experiência prévia vai imprimir um modelo de gestão com o objetivo de acelerar o crescimento da rede.

Qual a meta de expansão da rede?
Até 2018, planejamos sair das atuais 335 unidades e chegar a 650. Também estimamos que o faturamento, hoje em R$ 400 milhões, chegue a R$ 1 bilhão no fim desse período.

A previsão de alta de faturamento é proporcionalmente maior à do crescimento das unidades. Como isso é possível?
Temos o plano de estimular os nossos franqueados, que na grande maioria dos casos tem apenas unidades, a abrir mais operações. Além disso, o crescimento da rede ajuda a comprarmos em uma escala maior, o que torna os preços mais competitivos. Também planejamos aumentar a gama de produtos oferecidos, o que também beneficia a operação.

Os mercados de microfranquias e operações compactas têm ganhado força. Há a possibilidade de a Mundo Verde ingressar nesses mercados?
Hoje, temos unidades em shoppings e na rua. Pensamos em um conceito de unidade compacta. A Mundo Verde inaugurou recentemente uma unidade na Rocinha. Quem diria que uma comunidade um dia teria uma loja assim, com produtos da mais alta qualidade? As possibilidades estão em aberto.



Fonte: Revista PEGN



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Cadela cega explorada para reprodução é salva e se torna amiga de menino com deficiência

Leia Mais