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Empresas se une na conservação dos oceanos com objetivo de combater a poluição plástica

Compartilhe:     |  20 de junho de 2021

O Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho) foi criado em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a ECO-92, como forma de aumentar a conscientização e mobilização das pessoas em prol da conservação dos oceanos.

Em 2021, terá um caráter diferente já que no ano passado a ONU definiu a chamada Década dos Oceanos, visando a conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Compreendendo o período entre 2021 e 2030, a movimentação em torno da conservação dos oceanos tem estreita sinergia com dois dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável determinados pela ONU. São eles o ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis e ODS 14 – Vida na Água.

Dentre outros problemas, a poluição plástica é um desafio que precisa ser endereçado. A cada ano, 242 milhões de toneladas de resíduos plásticos são gerados no mundo e, desse total, cerca de 8 milhões chegam aos oceanos. O Brasil é o 16º país que mais contribui para a poluição de plástico no oceano e, considerando a permanência do cenário atual, tende a dobrar até 2030.

As estimativas indicam que os resíduos gerados em terra contribuem com até 80% dos resíduos de plástico no ambiente marinho, afetando a vida marinha e humana. Ou seja, é um problema que trata, essencialmente, de um desafio de gestão de resíduos. Há falta de infraestrutura (logística, triagem, reciclagem) e de consumo consciente por parte da sociedade (descartando corretamente e valorizando o material reciclado).

Conhecimento sobre as águas

Para mudar essa situação, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU anunciou em abril a criação do Projeto Blue Keepers, iniciativa nacional que busca combater a poluição plástica nos oceanos no curto, médio e longo prazo, unificando esforços de empresas de todos os setores, diferentes níveis de governo e da sociedade civil. O projeto já conta com o patrocínio da Braskem, Alpargatas e Cetesb e apoio da Universidade de São Paulo (USP), entre outras entidades.

O Blue Keepers é um programa desenvolvido para atuar de forma sistêmica e duradoura. Para atingir esse objetivo, atua em seis áreas – com soluções emergenciais, trabalho de diagnóstico para identificar principais fontes de plástico mal gerenciado, soluções de médio e longo prazos, projetos-pilotos, ganho em escala e disseminação de conhecimento.

Para 2021, o foco do Blue Keepers é realizar um estudo para mapeamento das fontes de resíduos plásticos no Brasil, entendendo as contribuições decorrentes da ocupação urbana irregular, deficiências nos serviços de manejo de resíduos, carreamento por drenagem pluvial urbana, transporte por rios e aporte via sistemas lagunares e estuarinos. O objetivo é identificar dentro de um problema tão extenso quais são os focos de ação que irão nos levar aos melhores resultados em termos de volume de material recuperado.

A Braskem reconhece a urgência do problema, entende seu papel na cadeia produtiva e está engajada nessa transformação. Recentemente, a empresa divulgou seus novos compromissos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com foco na contribuição para uma economia circular carbono neutro. Dentre as metas da empresa para 2030 estão alcançar 1,5 milhão de toneladas por ano de plásticos pós-consumo recuperados; e 1 milhão de toneladas por ano de produtos com conteúdo reciclado vendidos.

Conheça mais sobre o Blue Keepers no site www.bluekeepers.org/ e faça parte deste projeto.



Fonte: Um Só Planeta - Por Braskem - Foto: Getty Images



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