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Energéticos e bebidas açucaradas aumentam a hiperatividade em adolescentes

Compartilhe:     |  9 de fevereiro de 2015

Estudantes do ensino médio que consomem bebidas energéticas muito açucaradas estão 66% mais propensos a terem sintomas de hiperatividade e desatenção, segundo um novo estudo da Escola de Saúde Pública de Yale.

O estudo indica que o consumo desse tipo de bebida pode influenciar o desempenho escolar, e a descoberta respalda as recomendações já existentes de que a quantidade de bebidas adoçadas deve ser limitada para crianças e adolescentes. Os autores também recomendam que as crianças evitem bebidas energéticas, que, além de altos níveis de açúcar, costumam conter cafeína. A pesquisa foi publicada na revista científica “Academic Pediatrics”.

A equipe de pesquisa — liderada pela professora Jeannette Ickovics, diretora da CARE (Aliança Comunitária de Pesquisa e Engajamento, na sigla em inglês), da Universidade de Yale — entrevistou 1.649 estudantes do ensino médio, selecionados aleatoriamente em um distrito escolar do estado de Connecticut.

Os pesquisadores descobriram que os meninos estão mais propensos a consumir bebidas energéticas do que as meninas, e que os meninos negros e hispânicos estão ainda mais suscetíveis ao hábito do que seus colegas brancos. A idade média dos participantes do levantamento era de 12,4 anos de idade.

— Na medida em que o número total de bebidas adoçadas aumenta, também sobe o risco de sintomas de hiperatividade e desatenção entre os nossos alunos de ensino médio. E o mais importante: parece que as bebidas energéticas estão por trás dessa associação — disse Jeannette. — Nossos resultados reforçam a recomendação da Academia Americana de Pediatria de que os pais devem limitar o consumo de bebidas açucaradas dos filhos, e que as crianças não devem consumir quaisquer bebidas energéticas.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender melhor os efeitos e os mecanismos que ligam bebidas açucaradas a hiperatividade, estudos anteriores já tinham mostrado uma forte correlação entre crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) com um desempenho escolar ruim, dificuldade de se relacionar com os colegas e maior susceptibilidade a lesões. Essas associações ainda são pouco estudadas entre as crianças das minorias, de acordo com Jeannette, e pesquisas anteriores também já mostraram que há um problema de sub-diagnóstico de TDAH em crianças negras e hispânicas.

Algumas bebidas adoçadas e energéticos populares entre os alunos contém até 40 gramas de açúcar. Os alunos que participaram do estudo consumiram, em média, duas bebidas açucaradas por dia, com uma variação de zero a sete ou mais bebidas. Especialistas em saúde recomendam que as crianças consumam um máximo de 21 a 33 gramas de açúcar por dia (dependendo da idade).

Além de hiperatividade e desatenção, bebidas açucaradas também têm um forte impacto na obesidade infantil, observa Ickovics. Bebidas adoçadas com açúcar são uma das principais causas das calorias extras presentes nas dietas das crianças obesas. Atualmente, cerca de um terço dos estudantes americanos são considerados obesos ou tem sobrepeso.



Fonte: Extra



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