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Engenheiro cria plataforma para reduzir o desperdício de medicamentos

Compartilhe:     |  12 de julho de 2020

Fundador e CEO da Helps, David Cheriegate, conta a trajetória da Startup que lançou o aplicativo de compartilhamento gratuito de medicamentos em novembro de 2019

Engenheiro cria plataforma para reduzir o desperdício de medicamentos
No Brasil um em cada cinco medicamentos é descartado sem uso e cerca de 70% deles acaba descartado no lixo comum, criando um forte impacto ambiental e um desperdício estimado de R$ 26 bilhões por ano. De acordo com David Cheriegate, fundador & CEO da plataforma Helps, 96% dos medicamentos no país, que não pratica a compra fracionada, é guardada nas famosas “farmacinhas” domésticas. “Durante toda a minha carreira na indústria foi voltada a eliminar desperdícios. Então, influenciado pelos conceitos de economia de impacto, fundei o HELPS que é uma ferramenta que possibilita aos usuários transformar o desperdício de medicamentos em benefícios e descontos”, diz David.

Plataforma muda a forma de consumir medicamentos  

Atualmente, os consumidores compram, consomem a quantidade de medicamentos prescrita pelo médico e guardam as sobras em casa. Assim que vencem, geralmente, esses remédios são descartados no lixo comum. Para interromper o ciclo de desperdício, o Helps propõe ajudar esses medicamentos sobressalentes a chegarem às mãos de quem precisa.

A plataforma é intuitiva, para acessá-la o usuário precisa criar um perfil e cadastrar os medicamentos, ao comprá-los, por meio do código de barra ou QR Code. A partir daí, o usuário passa a receber lembretes sobre quando deve tomar o medicamento e, após o tratamento ser finalizado, caso haja sobras de cápsulas, ele pode tornar essa informação pública para outros usuários do aplicativo.

Além de compartilhar as sobras de seus medicamentos, os usuários podem buscar medicamentos compartilhados próximos a ele, por meio da geolocalização. Outro recurso presente no Helps são os alertas sobre medicamentos que estão para vencer que vem acompanhadas com a orientação de como e onde devem ser descartados corretamente. Para cada ação dentro do aplicativo recebe uma pontuação, engajando os usuários por meio de um programa de benefícios e gamificação.

Aplicativo de doação de medicamentos é pioneiro no Brasil 

“No Helps não existe venda, apenas doação, e inicialmente o serviço está restrito a  medicamentos que não precisam de receita médica”, avisa David. No Brasil, a plataforma é pioneira. “As iniciativas similares, no país são de comunidades e grupos sociais. As maiores são as da Farmácia do Bem de Pouso Alegre/MG e do Bando de Remédios de Porto Alegre/RS, que possuem 100.000 participantes. Porém, com a plataforma podemos ganhar escala e atingir muito mais pessoas”, explica o fundador e CEO da Helps.

Fora do Brasil, o executivo conta que o aplicativo similar GIVMED, criado em Israel já está sendo tracionado e recebeu investimentos e premiações internacionais de inovação na área de saúde. Além disso, o governo de Portugal possui um bem sucedido banco de medicamentos.

Escalar, ganhar mercado e monetizar  

“Para escalar e atingir nosso propósito projetamos monetizar o modelo por meio de duas frentes. A primeira utilizando o conceito de assinatura Freemium, com algumas funcionalidades gratuitas e uma assinatura que agregará acesso aos plano Univers com até 85% de descontos em medicamentos e Solumed para consultas e exames. A segunda frente será por meio de venda de publicidade, personalizada de acordo com as necessidades dos usuários”, conta David Cheriegate, fundador & CEO da plataforma Helps.

O Helps fez uma pesquisa de mercado que detectou que a persona são mulheres entre 25 e 40 anos, das classes C e D, usuárias de smartphones Android, responsáveis pela saúde da família e moradoras de grandes centros urbanos. Para criar uma comunidade e testar os formatos a plataforma criou uma página no Facebook, que está com mais de 3000 seguidores.

“Nessa página conseguimos aprender com os relatos dos usuários, como o da Nathalia, que recentemente perdeu o marido para o câncer e  ficou com muitas sobras de medicamentos e por outro lado , ela está com o avô com Alzheimer, precisando de ajuda para o tratamento. Esses relatos nos energizam e nos fazem acreditar que estamos no caminho certo”, afirma David .

Com os testes no Facebook, o grupo de desenvolvimento multifuncional da plataforma, percebeu a necessidade de criar perfis para instituições beneficentes, grupos privados de compartilhamento e grupos temáticos para demandas específicas de algumas comunidades. “Com este aprendizado a plataforma foi lançada em novembro de 2019 e esses são os nossos primeiros números: 3.600 seguidores no Facebook, 1.683 usuários, 987 downloads do aplicativo Android, 842 medicamentos cadastrados e 325 compartilhamentos”, comemora David Cheriegate.



Fonte: RICMAIS



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