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Enxaguantes bucais e descongestionantes podem trazer riscos à saúde

Compartilhe:     |  10 de novembro de 2014

De tão presentes no dia a dia, certos produtos parecem inofensivos à saúde. Mas o uso indiscriminado de descongestionantes nasais, cotonetes, fones de ouvido, piercings e enxaguantes bucais, por exemplo, traz riscos que comprometem diversas estruturas do organismo. Utilizar o bom senso e procurar a orientação de um especialista são as melhores armas para garantir segurança.

De acordo com o otorrinolaringologista Paulo Saraceni Neto, descongestionantes nasais aliviam imediatamente a sensação de nariz entupido porque atuam como vasoconstritores. Quando há algum processo infeccioso ou alergia, os vasos sanguíneos localizados no órgão aumentam de calibre para melhorar as defesas, o que dificulta a passagem do ar.

O medicamento, então, diminui o inchaço dos vasos, mas como não trata a causa do problema, precisa ser reaplicado com frequência. Esse uso pode causar dependência e gerar um quadro de rinite medicamentosa, além de favorecer o desenvolvimento de hipertensão.

 

Descongestionantes

— A vasoconstrição aumenta temporariamente a pressão no vaso sanguíneo. O uso contínuo de descongestionantes nasais faz a droga ser absorvida em nível sistêmico, e o mesmo efeito observado nos vasos do nariz passa a acontecer nas artérias do corpo — explica.

A utilização prolongada de enxaguantes bucais, sobretudo os que contêm álcool na fórmula, pode levar à irritação da mucosa bucal e, consequentemente, à diminuição na produção de saliva, considerada uma defesa natural. A boca seca, portanto, deixa a pessoa mais vulnerável a infecções, inclusive cáries. Alguns estudos ainda demonstram que o produto é capaz de realizar uma seleção de bactérias na boca, deixando-as mais resistentes e difíceis de combater.

Os cotonetes, quando usados para limpeza dos ouvidos, trazem risco de entupimento — que ocorre quando a cera é empurrada e forma uma espécie de rolha —, de otite externa e de lesões no tímpano (membrana localizada a cerca de dois a três centímetros da entrada do canal auditivo).

— O acometimento do tímpano pode causar sérios danos auditivos — diz Paulo Saraceni Neto, que é membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e médico assistente da Universidade Federal de São Paulo.



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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