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Erva-doce é digestiva e fica ótima em embutidos e pratos com milho

Compartilhe:     |  5 de julho de 2020

Nesta época ado ano, é comum o preparo de bolos de milho e de fubá, muitas vezes aromatizados com sementinhas de erva-doce. Assim como ocorre com muitas plantas, espécies diferentes podem receber o mesmo nome. Neste caso, há duas  plantas conhecidas popularmente por erva-doce, pois possuem características sensoriais e propriedades similares. A primeira é a Foeniculum vulgare, também conhecida como funcho. Seu bulbo e folhas, de sabor ligeiramente adocicado, ricos em fibras, são comumente consumidos como salada ou em pratos quentes. E suas sementes, secas, igualmente adocicadas, são muito usadas em chás e infusões e para aromatizar bolo de fubá, de milho, bolinhos de chuva, massas de pães e embutidos.

A outra espécie é a Pimpinella anisum, que produz sementes bem parecidas, mas as plantas têm aspectos ligeiramente diferentes, no porte e na cor das flores. Mas hoje o foco aqui é falar em particular das sementes dessas plantas, por suas propriedades aromáticas, digestivas e diuréticas.

As sementes da erva-doce vêm sendo usadas há séculos na medicina popular. No Brasil, são muito comuns em infusões para aliviar problemas digestórios, principalmente gases e cólicas. Mastigadas, têm a propriedade de purificar o hálito e suavizar a mucosa bucal. Também têm ação ligeiramente calmante e diurética.

Pouco calórica, a infusão de sementes de erva-doce contribui com minerais como cálcio, magnésio, potássio e vitaminas do complexo B. No Brasil, é mais comum encontrar as sementes de funcho, pois a planta é cultivada por aqui. Em geral, as sementes da Pimpinella são importadas e também conhecidas como anis-verde.

Além dessas propriedades que citei acima, algumas outras vêm sendo comprovadas em laboratório, para ambas as espécies. Em pesquisas, revelou-se que as sementes da erva-doce têm atividade inseticida, antifúngica e estimulante das funções digestivas. Outros estudos atribuem a essa especiaria ação galactagoga, ou seja, que aumenta a produção de leite nas mães que estão amamentando, além de ação anti-inflamatória e como um agente de alívio de cólica em crianças.

Como usar a erva-doce

A erva-doce é uma das especiarias mais apreciadas, justamente pelo seu sabor adocicado, agradável e ligeiramente mentolado. Além do uso em chás (costumo usar uma colher de chá da erva seca para cada xícara de água fervente, deixando em infusão por 10 minutos), fica deliciosa em sobremesas e para aromatizar pratos salgados.

As sementes costumam ser empregadas secas e são ligeiramente duras na mordida, mas ficam mais molinhas depois do cozimento. Gosto de colocar um pouco delas no bolo de fubá e em diversos preparos com milho. Fica muito bem em pratos com carne de porco, especialmente linguiças frescas.

Se fizer um refogado de legumes, use um pouco de erva-doce para trazer um sabor especial. Na sopa, também fica ótima, especialmente se tiver algum ingrediente de sabor mais marcante, como carnes suínas e bovinas ou mesmo bacon.

Pode usar as sementes para infusionar leite ou creme de leite, como se fosse um chá, e usá-lo no preparo de pudins, curau, pamonha e sorvetes.

Como disse, em outro post falarei especificamente do funcho, seu bulbo e folhas, que também são uma delícia, reúnem propriedades nutricionais e são ricos em fibras, ajudando especialmente aqueles que têm prisão de ventre.

Para finalizar, uma dica extra: a erva-doce fica deliciosa combinada com outra erva seca, a camomila, no preparo de infusões que podem ser servidas quentes ou frias. Como ambas são adocicadas, não coloco nem açúcar, tomo puro. Excelente para acalmar e aquecer nas noites frias, antes de dormir, pois não contêm cafeína.



Fonte: Blog Menu do Dia



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