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Escavações revelam campo de concentração onde ocorreu genocídio de população cigana

Compartilhe:     |  28 de setembro de 2019

Ao realizarem investigações na República Tcheca, pesquisadores encontraram uma cova de uma mulher cigana e seu bebê — ambos mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Os restos mortais foram encontrados onde ficava o antigo campo de concentração  de Lety.

Outras seis covas também foram identificadas no mesmo local e restos de pelo menos 300 vítimas da população cigana foram encontrados na zona de escavação, que fica a cerca de 65 quilômetros ao sul da cidade de Praga.

Estima-se que entre agosto de 1942 e maio de 1943, 1,3 mil pessoas tenham sido aprisionadas no campo de concentração de Lety — 327 ciganos morreram, sendo 241 crianças. O lugar era a última etapa antes da maioria ser transferida para Auschwitz, na Polônia, onde ocorria o extermínio em massa nas câmaras de gás.

O arqueólogo Pavel Vařeka, da University of West Bohemia, contou ao site LiveScience que os túmulos dos ciganos foram examinados sem remover os restos mortais para respeitar as práticas culturais daquele povo. “Nós tivemos que lidar com os parentes [que sobreviveram], mostrando que não teriam exumações para que os corpos fiquem em paz onde foram enterrados”, afirmou.

Vários pertences pessoais das vítimas foram encontrados — entre eles, botões, restos de roupas e pedaços de espelhos. Historiadores estimam que durante o genocídio nazista foram mortos 500 mil ciganos.

O campo de concentração de Lety foi construído após a invasão dos alemães na Tchecoslováquia, que ocorreu em março de 1939, impulsionando o início da Segunda Guerra Mundial. O campo era voltado para presidiários, mas passou a ser usado para torturar ciganos em 1942. Após tantos horrores terem ocorrido, o local foi queimado em uma tentativa de esconder os crimes nazistas.



Fonte: Revista Galileu



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