Trilhas da Paraíba

Espaço Ecológico parabeniza aniversário de 433 anos da cidade de João Pessoa

Compartilhe:     |  3 de agosto de 2018

Aos 433 anos, João Pessoa comemora posto de uma das melhores cidades do país para se viver. A capital paraibana se destaca no cenário nacional devido a sua paisagem repleta de verde, qualidade de vida e população acolhedora. Além disso, a cidade possui um grande número de universidades, forte comércio e belas praias.

Ela já foi fundada com título de cidade, no dia cinco de agosto de 1885. Seu primeiro nome foi Nossa Senhora das Neves. Depois Filipéia de Nossa Senhora das Neves, o que viria a ser uma homenagem ao rei Filipe II de Espanha, quando acontecia a União Ibérica, período em que a Coroa Portuguesa foi unificada com a Espanhola. Mais ainda, Frederiksdt (durante a ocupação holandesa), Parahyba do Norte e, desembocando nos dias atuais, João Pessoa.

Ao longo de quase quatro séculos e meio de existência, João Pessoa ostenta uma posição geográfica privilegiada nas Américas. É aqui onde o sol nasce primeiro. O lugar também está entre os melhores do País em qualidade e perspectiva de vida. João Pessoa tem muita história para contar e mostrar aos seus quase 700 mil moradores e às centenas de turistas que a visitam todos os anos, sobretudo no verão, que dura quase o ano inteiro. Mesmo com todo esse tempo, João Pessoa ainda é um município tranquilo, bonito e moderno, seja em sua postura arquitetônica ou em ações vanguardistas que adota em vários segmentos, como cultural e ambiental.

João Pessoa foi a última cidade a ser fundada no século XVI e jamais passou por condição de vila. Este fato está relacionado devido o município ter sido criado pela cúpula da fazenda Real, numa Capitania Real da Coroa Portuguesa. Hoje, suas ruas no Centro Histórico são um verdadeiro convite a conhecer de perto a arquitetura e um pouco da forma de vida do Brasil colonial.

A Capital da Paraíba sofreu fortes disputas entre portugueses e holandeses em busca de conquistas e riquezas. Essas batalhas deixaram marcas no seu conjunto arquitetônico e também nos costumes de seu povo. A comunidade franciscana, com seu estilo colonial, mantém forte influência nos prédios e monumentos mais antigos da Filipéia de outrora, como é o caso do Cruzeiro da Igreja de Santo Antônio, com sua imponente arquitetura barroca. Também merecem destaque a Igreja de São Bento, o Hotel Globo, a Casa da Pólvora, Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves e os casarios da Cidade Velha. Tudo isso com o Rio Sanhauá servindo como belíssimo pano de fundo.

A cidade de João Pessoa nasceu às margens do Rio Sanhauá. Daí começou a crescer e a escalar suas ladeiras em busca de sua expansão e formação do Centro. A ampliação urbana inevitavelmente ocupou a antiga área rural, e os prédios comerciais e casas residenciais não demoraram a se espalhar. Centenas de anos se passaram e, a partir da segunda metade dos anos 70, com a ascensão da Orla, a economia central da cidade perdeu um pouco de sua importância. No que diz respeito à arquitetura, os bairros do Centro comportam a maior parte das áreas que são objeto de tombamento pelos órgãos de proteção ao patrimônio, dentre elas, o Centro Histórico, Rua das Trincheiras e as proximidades da Rua Odon Bezerra, no bairro de Tambiá.

Uma década anterior, após grandes investimentos privados e governamentais dos governos estadual e federal, João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua posição de principal cidade do Estado, em termos econômicos. Lugar que tinha perdido para Campina Grande. Até então, João Pessoa era basicamente administrativa.

Nomes

Com o passar do tempo, João Pessoa recebeu várias denominações: Filipéia de Nossa Senhora das Neves, (1588), durante a ocupação holandesa, (1634 e 1654), designou-se Frederiksdt (Cidade de Frederico), em homenagem a Sua Alteza, o Princípe de Orange, Frederico Henrique. Com a reconquista portuguesa, voltou a se chamar Nossa Senhora das Neves, passando depois a ser chamada de Parahyba do Norte (1817). Por conta de uma visita temporária de D. Pedro II do Brasil à cidade em fins de 1859, recebeu provisoriamente o título de Imperial Cidade.

Seu nome atual, João Pessoa, é uma homenagem ao político paraibano João Pessoa, assassinado em 1930 na cidade de Recife, por João Dantas, quando era governador, na época presidente do Estado. Ele concorria como candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas e seu assassinato deu início a Revolução de 30. A Assembléia Legislativa Estadual aprovou a mudança do nome da Capital no dia 4 de setembro de 1930.

João Pessoa localiza-se na porção mais oriental do Continente sul-americano e do Brasil, com longitude oeste de 34º47’30” e latitude sul de 7º09’28. Limites: limita-se ao norte com o município de Cabedelo pelo Rio Jaguaribe, ao sul com o município do Conde e Rio Gramame, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com os municípios de Bayeux pelo Rio Sanhauá e Santa Rita pelos rios Mumbaba e Paraíba, respectivamente.

No que diz respeito a altitude, a média em relação ao nível do mar é de 37 metros, com altitude máxima de 74 metros nas proximidades do Rio Mumbaba, predominando em seu sítio urbano terrenos planos com cotas da ordem de 10 metros, na área inicialmente urbanizada.

O clima da cidade é quente e úmido, do tipo intertropical, com temperaturas médias anuais de 26º C. O inverno inicia-se em março e termina em agosto. São duas estações climáticas definidas, as chuvas ocorrem no período de outono e inverno e durante todo o resto do ano o clima é de muito sol. A denominação mais usual para o clima da cidade é o de tropical úmido.

Divisão municipal

João Pessoa possui 64 bairros, sendo Mangabeira o maior deles. São eles:

Zona Norte: Centro, Varadouro, Róger, Torre, Tambiá, Jardim 13 de Maio, Padre Zé, Bairro dos Estados, Bairro dos Ipês, Mandacaru, Alto do Céu, Jardim Esther, Jardim Mangueira e Conjunto Pedro Gondim.

Zona Sul: Castelo Branco, Bancários, Jardim São Paulo, Anatólia, Jardim Cidade Universitária, Água Fria, Ernesto Geisel, Valentina Fiegueiredo, Paratibe, Praia do Sol, Conjunto Boa Esperança, José Américo, Costa e Silva, Mangabeira (I a VII), Cidade Verde, Esplanada, Ernani Sátiro, Funcionários (I a IV), Grotão, Conjunto João Paulo II, Distrito Industrial e Bairro das Indústrias.

Zona Leste: Cabo Branco, Tambaú, Tambauzinho, Expedicionários, Bessa, Jardim Oceania, Manaíra, Altiplano, Miramar, Jardim Luna, João Agripino e São José.

Zona Oeste: Jaguaribe, Cruz das Armas, Oitizeiro, Rangel, Cristo Redentor, Bairro dos Novaes, Alto do Mateus, Ilha do Bispo e Jardim Veneza.

As fotos que ilustram o texto são do premiado fotógrafo paraibano Antonio David, formado pela Universidade Federal da Paraíba. Repórter-fotográfico desde l975, Antonio David já trabalhou nos principais jornais da Paraíba, foi professor substituto de Fotojornalismo na UFPB e coordenador de Fotografia da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional. Antônio David ganhou o Prêmio Lambe-Lambe de fotografia (2002) pela Agência Ensaio no Núcleo de Arte Contemporânea. Sua obra integra o acervo do Museu da Imaginação (2006). Em 2007, lançou o livro 30 anos de Fotojornalismo  e ganhou em 2011 o 1º lugar no 8º Concurso Nacional Leica-Revista Fotografe Melhor.

 



Fonte: Espaço Ecológico - A União (Fotos de Antonio David)



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Quetzal: uma ave bela e misteriosa

Leia Mais