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Especialista alerta para excessos de comida e bebida durante o São João

Compartilhe:     |  23 de junho de 2015

Uma das festas mais tradicionais do Nordeste, o São João é uma época de muita música, dança e animação por toda a região. São poucos os que resistem a dançar o tradicional forró ou até mesmo ficar de olho no desempenho das quadrilhas juninas que se apresentam pela região.

Além disso, o período é também considerado de mesa farta. Difícil resistir às mais variadas tentações, como milho cozido, canjica, amendoim, bolo de aipim, pamonha, dentre outros. Não podemos também esquecer o quentão ou daquele licor que ajuda a aquecer as noites frias que fazem em algumas cidades.

No entanto, todo cuidado no consumo destes alimentos é pouco. Afinal, ninguém quer transformar uma noite de festa em uma noite de transtorno no pronto-socorro ou no hospital. Por isso, especialistas alertam que dá, sim, pra curtir uma noite de São João comendo um pouco de cada uma das delícias da mesa farta que o período oferece. Mas isso só se for feito com muita moderação, sem exageros.

“O que acontece, muitas vezes, é a mistura da comida farta, gordurosa, em grande quantidade, com muito açúcar ou sal, aliado as bebidas alcoólicas. Isso favorece o surgimento de quadros de intolerância como mal estar e algumas pessoas acabam passando mal”, disse o cardiologista e toxicologista do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave), Daniel Rebouças.

De acordo com ele, a recomendação, para aqueles que são hipertensos ou que tenham colesterol alto é de que se divirtam na festa, mas evitando correr riscos, limitando determinados tipos de alimentos, como o amendoim. “Ele costuma ser cozido, às vezes, com muito sal. Até mesmo na própria casca, acaba ficando uma quantidade razoável de água salgada, representando um problema”, avisou.

Para a nutricionista, Amélia Duarte, apesar de ser um alimento saudável, já que é rico em potássio, magnésio, zinco, proteína e gordura monoinsaturada, benéficas ao organismo, o amendoim, se consumido em excesso, pode trazer riscos à saúde. “Como alternativa, recomendo o milho cozido, assado, ou até mesmo a pipoca, desde que não tenha adição de manteiga e sal”, contou. Segundo ela, o milho, além de uma boa fonte de energia, de vitaminas, ferro e potássio, também é uma boa fonte de fibras.

Para àqueles que possuem diabetes, a atenção vai para itens que levam açúcar para no cozimento. O ideal, para a nutricionista, seria ingerir as iguarias juninas preparadas com adequações para cada tipo de problema. No caso dos que sofrem com a doença, ela sugere que bolos e canjicas sejam feitos com adoçantes especiais para cozimento.

Mas, quem foi com tudo nas iguarias juninas e passou do ponto, deve ficar atento a eventuais sintomas que podem vir posteriormente como pressão alta, mal estar, náuseas, vômitos, diarréia e dor de cabeça. “Se elas começarem a perceber que não estão bem, devem o mais rápido possível procurar um serviço médico para cuidar disso. Essas dicas valem até mesmo para quem não sofre com nenhuma dessas doenças”, comentou Rebouças.

Consumo de bebidas nas festas

Além das comidas típicas, os que forem curtir as festas juninas devem também ficar atentos com os exageros na hora de consumir bebidas alcoólicas muito presentes neste período do ano como quentão e licor. “Ele é um dos maiores vilões da festa. Pois, além do alto teor de álcool, são adicionadas calorias (açúcar) que ficam em torno de 150 Kcal em apenas uma dose de 50 ml e só trazem prejuízos à saúde. Moderação é a melhor saída. Para quem for ingerir este tipo de bebida, não deve esquecer a hidratação, beber muita água”, disse Amélia Duarte.

Já o cardiologista destaca que as pessoas devem ficar atentas o origem dos produtos que estão ingerindo. “Esse período junino é propício para isso. As pessoas também ter que ter cuidado, principalmente àqueles que vão viajar para outra cidade, é com a ingestão de bebidas cuja origem seja duvidosa, que não sejam derivadas do álcool da cana de açúcar”, destacou.

Segundo ele, nesta época do ano, é comum pessoas darem entrada em postos de saúde, passando mal, por terem ingerido bebidas com metanol em sua composição. “Há que salientar, ainda, que a falta de controle no consumo do álcool pode gerar acidentes graves com fogos de artifício ou com fogueiras, por exemplo, já que as pessoas podem perder a noção do perigo que estão correndo”, relatou.

A aposentada, Robélia Rabelo, gosta bastante da época junina e das comidas típicas. Mas, como tem colesterol alto, evita ao máximo fazer a ingestão de alimentos gordurosos, principalmente nesta época do ano. Além disso, por conta de um enfarte há alguns anos, não ingere bebidas alcoólicas. “Não como bolo de aipim ou outros itens que contenham manteiga e leite de coco. Assim como evito também comer muito amendoim”, falou.



Fonte: Tribuna da Bahia



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