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Especialista dá dicas para evitar problemas relacionados à má digestão

Compartilhe:     |  5 de agosto de 2019

Comer além da conta, escolher a opção errada no cardápio ou até mesmo a falta de líquido no organismo. Pode não parecer, mas atitudes como essas trazem impactos bastante negativos para o nosso aparelho digestivo. Um desses problemas é a má digestão, sentida por 48% dos brasileiros, como aponta um levantamento realizado pela Federação Brasileira de Gastroenterologia. Para ajudar a reduzir os incômodos, a endocrinologista e nutróloga, Christiane Carvão, preparou uma lista com dez alimentos que são verdadeiros aliados do nosso corpo.

“Para que o sistema digestivo tenha um bom funcionamento é fundamental manter o equilíbrio e o bem-estar. O problema é que hoje as pessoas estão se alimentando muito mal. Por isso, algumas medidas são importantes, como a redução no consumo de produtos industrializados. Além disso, é fundamental incluir frutas e legumes no cardápio diário”, alerta a médica.

Entre as frutas sugeridas por Christiane, a maçã, que é rica em fibras e o mamão, com propriedades laxantes, são bastante eficazes, segundo ela. “Essas frutas contam com propriedades específicas, que ajudam a melhorar o funcionamento do nosso intestino”, explica. Segundo a especialista, a diminuição na quantidade de açúcar e gordura também ajuda a reduzir os sintomas da má digestão. “É preciso estar atento, pois muitos produtos escondem uma grande quantidade de açúcar. Um exemplo é o suco de caixinha. São bebidas que levam muitos conservantes, o que também pode ser prejudicial para a digestão”, alerta.

ALIMENTOS GORDUROSOS

Evitar frituras, ou ainda, substituir o tipo de óleo utilizado no preparo dos alimentos também são dicas da especialista. “Uma opção muito eficaz e que substitui a margarina no preparo de determinados alimentos é o óleo de coco. O mesmo vale para o azeite extravirgem”, explica a médica.

FORMAÇÃO DE GASES

A intolerância ou alergia a alguns alimentos também pode trazer problemas digestivos. Feijão, grão-de-bico, ervilha e lentinha, por exemplo, são fontes de nutrientes, contudo, causam muitos gases devido à grande quantidade de carboidratos que não são digeridos no organismo por causa da ausência de enzimas específicas. Segundo a endocrinologista, isso também acontece com alimentos que contenham glúten ou lactose. “O feijão fermenta no sistema digestivo e leva à formação de gases. Um boa dica é deixá-lo de molho entre 6 e 8 horas antes de cozinhá-lo. Esse processo ajuda a tornar o grão mais digerível, diminuindo os gases”, diz.

Outra observação importante que Christiane faz é sobre o consumo de refrigerante e bebidas alcoólicas. “O ideal é evitar ao máximo. São dois tipos de bebida que não trazem nada de bom para o organismo”, diz. A endocrinologista faz um alerta. “Caso a pessoa perceba que certos alimentos trazem um desconforto, o melhor a fazer é optar pela substituição e passar por uma avaliação médica. Com a ajuda do especialista, será possível descobrir que tipo de alimentos podem ser prejudiciais, já que cada organismo responde de uma maneira”, afirma Christiane.

PRÁTICAS ESPORTIVAS

Ainda de acordo com a especialista Christiane Carvão, uma medida de extrema relevância no combate aos problemas digestivos seria a adoção de práticas esportivas. Segundo a médica, as atividades físicas ajudam a reduzir o desconforto e o inchaço sentidos na região do abdome. “Não precisa ser nada muito pesado ou contínuo. Uma simples caminhada já é uma ótima medida. Isso vai ajudar na diminuição do nível de ansiedade e do estresse – dois formadores da gastrite. Além disso, a prática de exercícios também favorece o trânsito intestinal, evitando a prisão de ventre”, conclui.



Fonte: O Dia - RENAN SCHUINDT



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