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Especialista explica como zerarmos a dívida ambiental

Compartilhe:     |  20 de setembro de 2014

Como nunca antes na história moderna, vivemos uma época em que grandes camadas de populações estão alcançando renda para comprar casas, melhorar seu padrão de alimentação, viajar e ampliar seu consumo, no geral. Ao mesmo tempo, cresce a consciência sobre os direitos humanos e cívicos amplos para todos.

No entanto, como sabemos, existe um lado desafiador em todo esse avanço: o aumento do desmatamento, da geração de poluição, de resíduos sólidos e de esgotos não tratados. Não faltam exemplos de problemas causados pelo descuido com a natureza nas últimas décadas.

Amy Larkin, ambientalista e vice-presidente do Conselho da Agenda Global em Mudanças Climáticas do Forum Econômico Mundial, debruçou-se sobre essa questão e fez um amplo estudo sobre os custos ocultos da recente globalização. Suas conclusões estão reunidas na obra “Dívida Ambiental”, que alcançou o topo das mais lidas nos EUA e tem influenciado o planejamento de corporações ao redor do mundo.

“As empresas, muitas vezes, são vistas como as vilãs na questão ambiental. Mas elas surgem para atender necessidades e gerar o crescimento defendido e buscado por todas as nações. Falta visão sobre as conexões entre as atividades econômicas usuais e a crise ambiental atual de forma a construir e aplicar soluções”, explica Amy.

Ela destaca como as nações hoje já desenvolvidas emitiram grandes quantidades de poluentes, eliminaram florestas e estimularam um consumo irresponsável, durante décadas. O modelo de crescimento que elas adotaram se espalhou antes de ganhar uma visão ampla de toda a cadeia de vida e de como protegê-la.

Ainda hoje, resistem ao redor do globo hábitos de produção, compra e descarte baseados na ilusão de que o ar, a água e o solo são áreas infinitas para receber nossos dejetos. A globalização afastou as fábricas do público consumidor final, tornando mais difícil se conhecer o efeito das escolhas realizadas.

Sintetizando ideias complexas, Amy mostra as conexões que precisam ser levadas em conta no planejamento dos negócios e ajuda as corporações a transformar modelos inadequados. Por exemplo, seu levantamento mostra como o carvão, tido como uma fonte ‘barata’ de energia, custa na realidade U$ 350 bilhões por ano aos cidadãos dos EUA em reparações de danos como cursos d’água poluídos e doenças.

Ou como o desmatamento por 30 anos na Tailândia causou as enchentes catastróficas de 2011 e custaram a uma grande montadora de carros 3,4% de sua produção anual, além de afetar milhares de trabalhadores que perderam seus empregos em três países diferentes.

“Precisamos estabelecer ciclos virtuosos em nível mundial”, defende a especialista.

Confira mais sobre seu livro em:

http://environmentaldebt.net/ (em inglês).

Fonte: Follow Comunidade Banco do Planeta



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