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Especialista ressalta que séries e filmes que abordam suicídio podem estimular prática do ato

Compartilhe:     |  23 de setembro de 2019

O suicídio vem sendo cada vez mais retratado em séries e filmes. Muitas vezes de forma fria e detalhista, traçando passo a passo sobre como tirar a própria vida. Também é tratado em alguns roteiros de forma romantizada, apontado como ato de coragem ou única saída. Apesar de muitos acreditarem que a ficção não interfere na realidade, o psicólogo do Hapvida em João Pessoa, Caio Monteiro Machado, afirma que é possível sim existir essa influência da ficção na vida real.

“Os psicólogos e sociólogos estão de acordo sobre um fato: a maioria dos que se suicidam têm constituição psíquica vulnerável. Pessoas portadoras de psicopatologias, como depressão, por exemplo, estão mais vulneráveis a serem influenciadas por conteúdos que estimulem comportamentos de risco, o que afeta diretamente na capacidade de discernir fantasia da realidade”, esclarece o especialista.

O especialista destaca que o maior número de pessoas que cometem suicídio está entre 15 e 24 anos de idade. “Particularmente, os adolescentes enfrentam uma fase difícil em seu desenvolvimento fisiológico e psicológico. É uma fase de grandes mudanças e transformações. Sobre o aspecto psicológico, a adolescência é um período confuso, em que perguntas são feitas e uma ebulição acontece. O adolescente que não encontra suas respostas de forma sadia ou nem sequer chegam a encontrá-las, pode voltar-se para condutas de risco, inclusive suicidas”, justifica Caio.

Falando sobre suicídio – Por mais que haja o entendimento de que filmes e séries que trazem a temática do suicídio em seu enredo tendem, de certo modo, cumprir um papel social no sentido de trazer problemáticas que englobam a realidade das crianças, adolescentes e jovens, o psicólogo Caio Monteiro afirma que é preciso ter cuidado na abordagem dada ao conteúdo que será divulgado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) faz recomendações acerca do tema suicídio através dos diversos canais de comunicação existente, visando evitar repercussões negativas no conteúdo veiculado. Por exemplo, recomenda-se nunca mostrar, falar ou descrever com detalhes um ato de suicídio para não gerar uma influência negativa, de modo a “ensinar” quem tem, tais pretensões. Desse modo, o especialista entende que a série não atendeu a esta recomendação.



Fonte: Hapvida



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