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Especialistas admitem crise de água, mas rejeitam “visões apocalípticas”

Compartilhe:     |  24 de novembro de 2014

Especialistas de vários países reconheceram na última sexta-feira, no Panamá, que existe uma crise pela escassez de água no mundo, mas rejeitaram as “visões catastróficas” e “apocalípticas” que preveem uma guerra mundial pela água.

“Não podemos deixar de reconhecer que no mundo, e lhes falo da presença do México no Conselho de Governadores do Conselho Mundial de Água, há o reconhecimento de crise de água”, disse o diretor-geral da Associação Nacional de Empresas de Água e Saneamento do México (ANEAS), Roberto Olivares.

Os especialistas se referiram ao assunto no término nesta sexta-feira na Cidade do Panamá de sua participação na XV Conferência de Diretores de Água (CODIA), integrada por 22 países e que coordena estratégias para a gestão das fontes hídricas em nível nacional e em cenários além das fronteiras.

Os participantes deste encontro discutiram durante quatro dias estratégias que os países, governos, congressos, diversas organizações e os cidadãos devem analisar para garantir o futuro do recurso hídrico.

“Há crise de água, mas esta crise tem que ser resolvida com a participação de todos os atores, os órgãos dos governos, os legisladores que têm uma participação importante e os usuários dos serviços de água potável”, advertiu Olivares.

Seria preciso reconhecer, acrescentou o especialista mexicano, “que cada vez há menos água disponível para consumo e que a que existe está cada vez mais contaminada”.

Mesmo assim, Olivares rejeitou, por ser “apocalíptico demais”, o que alguns preveem sobre que está por vir uma “guerra mundial pela água”, já que atualmente, indicou, se conta com “muitos novos recursos e tecnologias” para a reutilização de água, a dessalinização do mar e o tratamento das águas residuais.

Por sua parte, Noel Trejos, chefe de Gestão Integrada de Conchas Hidrográficas da Autoridade Nacional do Ambiente do Panamá (ANAM), disse que a América Latina é uma das mais ricas em recursos hídricos, ao contrário de outras regiões áridas no mundo que devem buscar outras alternativas para consegui-los.

No entanto, Cipó Ardiles, diretora-geral de Água da Espanha, disse que a meta perseguida pela CODIA, no marco dos novos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), é potencializar que a água seja um “eixo único” e não transversal.

A XVI Conferência de Diretores de Água será realizada no segundo semestre de 2015 na Bolívia.



Fonte: Terra



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