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Especialistas definirão limites éticos no uso de tratamentos experimentais contra ebola

Compartilhe:     |  11 de agosto de 2014

Especialistas na área de ética médica participarão de uma reunião em Genebra para definir os limites éticos do uso de tratamentos experimentais de ebola, grave doença causada por um vírus e que causou um surto na África Ocidental.A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclusive já declarou emergência sanitária internacional em relação à epidemia iniciado em março, que já causou a morte de quase mil pessoas em Guiné, Serra Leoa e Libéria.

A situação na Nigéria, onde há dois mortos, também está sendo seguida de perto para se detectar o mais rápido possíveis novos casos.

O ebola, doença descoberta em 1976, não tem tratamento pois não existem remédios nem vacinas contra o vírus, embora alguns laboratórios trabalhem no desenvolvimento de algumas opções terapêuticas.

Sua utilização para tentar curar vítimas do atual surto de ebola provocou uma polêmica porque até agora nenhum remédio tinha sido testado em humanos, apenas em animais em provas preclínicas.

A decisão da OMS de convocar a reunião foi feita para debater se é possível usar fármacos que não se sabe se são seguros e se devem ser usados em doentes com ebola diante da gravidade do surto da doença. Uma pergunta ética adicional está relacionada ao acesso ao remédio caso seu uso seja autorizado, pois os medicamentos existem em quantidades limitadas.

A questão ganhou destaque após ser divulgado que dois funcionários médicos de uma ONG americana que contraíram o ebola e foram repatriados aos Estados Unidos receberam o fármaco ZMapp, da mesma forma que um religioso na Espanha, que também contraiu o letal vírus na Libéria.

“Este surto nos coloca uma situação pouco habitual. Estamos perante uma doença com uma alta taxa de mortalidade e para a qual não dispomos de tratamento nem vacinas de eficácia e segurança demonstrada”, disse a subdiretora geral da OMS, Marie-Paule Kieny.

“Temos que pedir aos especialistas em ética médica orientações sobre qual seria a atitude responsável”, afirmou.

A reunião será realizada por teleconferência e contará com a participação de analistas e representantes dos países afetados.

O responsável da área de vacinas da OMS afirmou neste fim de semana que uma vacina para prevenir o ebola poderia estar pronta em 2015.



Fonte: Revista Galileu



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