Notícias

Espécie maior que o Tiranossauro rex tinha hábitos aquáticos, sugere estudo

Compartilhe:     |  14 de setembro de 2014

O Espinossauro (Spinosaurus aegyptiacus) – um dinossauro carnívoro maior que o Tiranossauro rex – era um exímio nadador, segundo um estudo de fósseis divulgado nesta quinta-feira na revista “Science”. O fato é uma grande novidade sobre estes extintos habitantes da Terra, já que eram historicamente compreendidos como feras terrestres.

Desde que os primeiros fósseis de Espinossauroforam examinados, há mais de um século, a espécie foi considerada uma raridade, com suas características tão peculiares, como sua enorme e distinta espinha, cujas funcionalidades ainda suscitam debates.

A compreensão de sua morfologia ficou restrita a abordagens especulatórias por meio século, já que os primeiros fósseis foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, um conjunto de fósseis muito mais completo sugere que o carnívoro era semi-aquático.

O paleontólogo Nizar Ibrahim e sua equipe recuperou os novos fósseis, que incluem partes de um crânio, coluna vertebral, cintura pélvica e membros, a partir de escavações em Kem Kem, no leste de Marrocos.

Os pesquisadores usaram um software para criar um modelo digital de um Espinossauro adulto, que sugere que ele tinha mais de 15 metros de comprimento, e comparou-o com outras espécies estreitamente relacionadas.

Os resultados indicam que o dinossauro tinha um conjunto de adaptações que lhe permitiram passar grande parte do seu tempo na água, alimentando-se de tubarões e outros peixes. As mesmas características apontam que ele caminhava sobre quatro patas quando estava em terra.

Os estudiosos também concluíram que o dinossauro poderia retrair suas narinas carnudas para uma posição no topo de sua cabeça e que seus pés chatos provavelmente foram utilizados para empurrá-lo através da água. A cintura pélvica e membros posteriores também foram menores que os de outras espécies estreitamente relacionadas, e o centro de gravidade parece ter sido deslocado para a parte traseira, para facilitar a natação.

Além disso, Ibrahim sugerem que a criatura pescoço, coluna vertebral e da cauda foram adaptados para perseguir presas subaquáticas. A “vela” nas costas provavelmente era coberta por pele e ficava visível quando o Espinossauro estava na água.



Fonte: O Globo



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Cadela cega explorada para reprodução é salva e se torna amiga de menino com deficiência

Leia Mais