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Espécies terrestres e marinhas de grande porte correm duplo risco de extinção

Compartilhe:     |  13 de junho de 2016

Grandes animais caçados por suas partes – como o marfim de elefantes e barbatanas de tubarão – correm risco duplo de extinção devido ao grande tamanho de seus corpos e ao alto valor atribuído a eles, de acordo com uma nova análise relatada revista Current Biology.

O estudo revela que o risco de extinção de espécies marinhas é tão subestimado quanto o de espécies terrestres icônicas, diz o Science Daily.

“Nós pressupomos erroneamente que, se uma espécie está reduzida, será mais difícil encontrar os animais e os caçadores irão parar com a caça, o que daria uma chance de a população se recuperar”, diz Loren McClenachan da Universidade Colby, em Waterville, Maine.

“Porém, a raridade dos animais aumenta o valor das espécies e isso significa que sem uma intervenção significativa para sua conservação, elas serão caçadas até a extinção”, completa.

No novo estudo, McClenachan, junto com Andrew Cooper e Nicholas Dulvy da Universidade Simon Fraser no Canadá, identificou um grupo diversificado de mais de 100 espécies marinhas e terrestres de grande porte que comercializadas nos mercados internacionais de luxo.

Eles estimaram o valor dessas espécies em três pontos de venda e averiguaram as relações entre o risco de extinção, valor e tamanho dos corpos.

Além disso, também foram quantificados os efeitos de duas circunstâncias atenuantes: as multas para caça e o tamanho da área geográfica.

A análise mostrou que o valor econômico é o principal fator de risco de extinção. As espécies consideradas mais valiosas correm alto risco de extinção, não importa o seu tamanho.

Os pesquisadores também descobriram importantes diferenças entre as espécies terrestres e marinhas que apontam um risco elevado para as espécies dos oceanos: embora os “produtos” marinhos sejam geralmente menos valiosos quando são considerados os quilogramas, o mesmo não ocorre com cada animal que é tão valioso quanto um animal terrestre.

Um tubarão-baleia indivíduo, por exemplo, é considerado tão valioso como rinocerontes e tigres.

“Os caçadores não matam quilogramas, eles matam seres individuais, por isso precisamos prestar atenção a ao valor atribuído a cada animal”, diz McClenachan.



Fonte: Anda



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