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Esperma congelado poderá possibilitar colonização de Marte

Compartilhe:     |  25 de junho de 2019

Um estudo publicado por cientistas espanhóis concluiu que amostras de esperma são viáveis mesmo depois de expostas num voo espacial. A investigação abre a possibilidade de, no futuro, ser criado um banco de esperma no Espaço. Um passo relevante a pensar na colonização de outros planetas, como Marte.

estudo, apresentado pela cientista Montserrat Boada, no passado domingo, no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, abre novas possibilidades sobre a colonização de um planeta, como Marte, por seres humanos.

A investigação concluiu que amostras de esperma congelado permaneceram viáveis após a exposição a um voo espacial simulado, exposto a microgravidade.
Os cientistas expuseram o esperma a microgravidade durante alguns segundos, transportando as amostras numa pequena aeronave de treino. O esperma foi congelado, dado que a radiação poderia afetar a sua qualidade e viabilidade.
Nas amostras foram examinadas a morfologia, a vitalidade, a concentração e a fragmentação do ADN.
Os cientistas concluíram que não havia diferenças significativas entre o controlo de esperma no planeta Terra e o esperma exposto à microgravidade.
Contudo, Montserrat Boada alerta para o facto de o trabalho ser ainda preliminar e necessitar de mais investigação. No futuro, os cientistas analisarão amostras maiores de esperma e durante períodos mais longos de exposição à microgravidade.
Possibilidade de colonização de Marte?
A mesma cientista recorda que “alguns estudos sugerem uma diminuição significativa da mobilidade de uma amostra de esperma humana. Mas nada tem sido apresentado sobre possíveis efeitos das diferenças gravitacionais em gâmetas humanos congelados, num estado em que podem ser transportados da Terra para o Espaço”.

Com este resultado abre-se a possibilidade de se povoar o planeta Marte com origem em esperma humano. “Não é irrazoável começar a pensar na possibilidade de reprodução além da Terra”, disse a responsável pelo trabalho.

O estudo sugere ainda a possibilidade de astronautas do sexo feminino reproduzirem no Espaço e, possivelmente, de se criar um banco de esperma no Espaço para um dia popular o planeta Marte.
De acordo com o The Guardian, em 2017, Helen Sharman, uma austronauta britânica, disse que a NASA estudou o desejo sexual entre elementos de uma tripulação numa eventual missão a Marte. E terá recomendado tripulações do mesmo sexo – todos homens ou mulheres. A equipa torna-se desta forma mais coesa, terá concluído a NASA. Daí a importância do transporte de esperma no Espaço, para tornar possível a colonização humana noutros planetas.
Os riscos no Espaço
As conclusões não deixam de referir, no entanto, que a presença humana no espaço acarreta algumas consequências negativas, sobretudo no que concerne a uma potencial reprodução.
Os astronautas enfrentam atrofia de músculos, desgaste ósseo e perda de volume de sangue. A radiação de raios cósmicos pode também afetar o cérebro e a saúde mental.
Alguns estudos apontam também para o aumento da possibilidade de cancro no espaço.
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Fonte: RTP



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