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Espuma de celulose é alternativa verde ao poliestireno expandido

Compartilhe:     |  21 de maio de 2019

Um material derivado de plantas, que respeita o meio ambiente, pela primeira vez apresentou desempenho para isolamento térmico e mecânico similar ao do poliestireno expandido, mais conhecido pela marca comercial Isopor®.

A espuma é feita principalmente de nanocristais de celulose usando um processo de fabricação simples que usa água como solvente, em vez de solventes agressivos ao meio ambiente.

Embora consista de 98% de ar, os 2% restantes do poliestireno expandido são derivados do petróleo, o que significa que o material não se degrada naturalmente e pode criar poluição danosa se for queimado. Apesar dos esforços do fabricante da marca isopor®, a reciclagem do produto ainda é pequena, e várias empresas de reaproveitamento sequer aceitam o material.

Por isso, Peipei Wang, da Universidade do Estado de Washington, nos EUA, começou a trabalhar em uma espuma à base de celulose que pudesse atingir níveis de desempenho similares ao poliestireno expandido vendido no comércio e que não se degradasse com o calor e a umidade, como vem acontecendo com experimentos nessa área.

O resultado é um material composto de cerca de 75% de nanocristais de celulose retirados da polpa de madeira. A adição de álcool polivinílico, outro polímero que se liga aos cristais de nanocelulose, tornou as espumas mais elásticas.

Espuma de celulose é alternativa verde ao poliestireno expandido

O material degrada-se naturalmente e pode ser queimado sem produzir elementos danosos ao meio ambiente, de acordo com os pesquisadores. [Imagem: Wang et al. – 10.1016/j.carbpol.2019.04.059]

Isolante térmico verde

O material contém uma estrutura celular uniforme, o que significa que ele é um bom isolante. Pela primeira vez, os pesquisadores relatam que um material à base de plantas superou as capacidades de isolamento do poliestireno expandido disponível comercialmente.

O material também é muito leve, podendo suportar até 200 vezes o seu peso sem alterar a forma, degrada-se bem e sua queima não produz cinzas poluentes.

“Nossos resultados demonstram o potencial de materiais renováveis, como a nanocelulose, para materiais de isolamento térmico de alto desempenho, que podem contribuir para a economia de energia, menor uso de materiais à base de petróleo e redução de impactos ambientais adversos,” disse o professor Amir Ameli, coordenador da equipe.

Bibliografia:

Strong ultralight foams based on nanocrystalline cellulose for high-performance insulation
Peipei Wang, Nahal Aliheidari, Xiao Zhang, Amir Ameli
Carbohydrate Polymers
Vol.: 218, Pages 103-111
DOI: 10.1016/j.carbpol.2019.04.059



Fonte: Inovação Tecnológica



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