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Esqueleto de elefante que viveu há 300 mil anos é encontrado na Alemanha

Compartilhe:     |  23 de maio de 2020

Pesquisadores da Universidade de Tübingen, na Alemanha, encontraram o esqueleto quase completo de um elefante (Palaeoloxodon antiquus) que morreu há 300 mil anos, em Schöningen, no norte do país. A descoberta foi publicada este mês no Archäologie in Deutschland.

O animal morreu e foi fossilizado nas margens de um lago que existia na região à época — e foi encontrado em uma bacia de sedimentos que estava repleta de água. “Encontramos duas presas de 2,3 metros de comprimento, a mandíbula completa, numerosas vértebras e costelas, além de ossos grandes pertencentes a três pernas e até todos os cinco delicados ossos hioides [do pescoço]”, disse Jordi Serangeli, que participou da pesquisa, em comunicado.

O animal era uma fêmea que pesava 6,8 toneladas, tinha cerca de 3,2 metros de altura e provavelmente morreu de velhice. “Os elefantes geralmente permanecem próximos e na água quando estão doentes ou velhos”, explicou Ivo Verheijen, coautor do estudo. “Numerosas marcas de mordida nos ossos recuperados mostram que os carnívoros visitaram a carcaça.”

Segundo os especialistas, alguns hominídeos daquela época também teriam tirado proveito dos restos mortais do elefante. Durante as escavações a equipe encontrou 30 pequenos flocos de pederneira e dois ossos longos que foram usados ​​como ferramentas junto à ossada do animal. “Os caçadores da Idade da Pedra provavelmente cortaram carne, tendões e gordura da carcaça”, pontuou Serangeli.

Animal era uma fêmea que pesava 6,8 toneladas, tinha cerca de 3,2 metros de altura e provavelmente morreu de velhice (Foto: Universidade de Tübingen)
Animal era uma fêmea que pesava 6,8 toneladas, tinha cerca de 3,2 metros de altura e provavelmente morreu de velhice (Foto: Universidade de Tübingen)

Os cientistas acreditam que carcaças de elefantes podem ter sido uma fonte diversa e relativamente comum de alimentos e recursos para o Homo heidelbergensis, que habitava a região naquele período. De acordo com Serangeli, embora os hominídeos do Paleolítico fossem caçadores talentosos, não havia motivo para eles se arriscarem caçando elefantes adultos quando podiam usufruir da carcaça dos animais.

“Os sedimentos à beira do lago de Schöningen oferecem preservação única e frequentemente nos fornecem informações detalhadas e importantes sobre a cultura do Homo heidelbergensis“, observou Nicholas Conard, chefe do projeto de pesquisa fósseis em Schöningen.

O pesquisador Martin Kursch escava uma das patas do animal (Foto: Universidade de Tübingen)

O pesquisador Martin Kursch escava uma das patas do animal (Foto: Universidade de Tübingen)


Fonte: Revista Galileu



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