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Estiagem agrava poluição e faz parar transporte de grão no Rio Tietê

Compartilhe:     |  22 de setembro de 2014

Nesta segunda-feira (22) é comemorado, em São Paulo, o Dia do Rio Tietê, um dos mais importantes do estado. Este ano, por causa da seca, a situação se agravou. O transporte de grãos está parado há meses e a poluição só aumenta no rio.

O mais importante rio de São Paulo nasce de forma tímida na serra do mar, em Salesópolis, a poucos quilômetros do mar. Mas, contrariando a natureza, o Tietê corre sentido contrário ao litoral e segue para o interior do estado. Pelo caminho, ele enfrenta muito lixo e poluição.

“Existe um grande número de cidades que não tratam os esgotos e lançam os esgotos in natura, que causa poluição. Quando o rio está baixo, com pouco volume e pequena vazão, tem menos água para diluir esse esgoto. Consequentemente, tem um rio mais poluído. Sobra pouco oxigênio, sobra pouca condição de sobrevivência dos peixes”, diz Jozrael Rezende, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré.

O Rio Tietê, com mais de 1,1 mil quilômetros de extensão, corta praticamente todo o estado e desemboca no Rio Paraná. O rio dos paulistas é muito importante para a economia e para o turismo de muitos municípios do interior de São Paulo.

As usinas hidrelétricas do Tietê contribuem para produção de energia. A hidrovia Tietê-Paraná é uma importante rota de escoamento da produção de grãos dos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Mas este ano não está sendo fácil para o Tietê. O rio enfrenta a pior estiagem dos últimos anos, o que causou a paralisação do transporte pela hidrovia Tietê-Paraná desde maio. O porto intermodal de Pederneiras, onde é feito o transbordo dos produtos que seguem para o Porto de Santos, está desativado.



Fonte: Globo Rural



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