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Estiagem prolongada aumenta risco de ataque de lagartas na soja

Compartilhe:     |  2 de novembro de 2014

A estiagem prolongada aumentou a pressão de lagartas nas lavouras plantadas mais cedo. Para combatê-las, os produtores precisam aplicar mais agrotóxicos, o que aumenta o custo de produção.

A presença de lagartas nas plantas de soja na propriedade de Antônio Prates, que plantou 3 mil hectares com a cultura, levou o agricultor a reforçar as aplicações de agrotóxicos nos primeiros talhões, plantados há cerca de um mês e que enfrentaram 20 dias de falta de chuva.

No início do desenvolvimento das plantas, foi registrada a presença de Elasmo, que foi controlado por causa do tratamento, Spodóptera e Heliothis. As pragas fizeram o produtor aumentar os gastos com agrotóxicos. “Duas aplicações que não estavam previstas. Isso aí no final você vai somando e seu custo fica mais elevado”, diz Prates.

O produtor conta que a lagarta Elasmo ataca quando a planta está no início de seu desenvolvimento. “A lagarta corta o caule da planta, e posteriormente ela entra no colmo dela, se alimentando da seiva. A planta acaba tombando, caindo, havendo um corte e tem-se aí uma perda de estande”, explica.

O ataque às folhas em até 30% na fase vegetativa não é prejudicial às plantas, como afirma a pesquisadora da Embrapa, Sandra Rodrigues, mas, se o controle não for feito a tempo, a produtividade é colocada em risco.

“Se atingir o nível de 30%, tem que entrar com alguma medida de controle para baixar a população dessa praga. A planta consegue emitir trifólios, que vão repor o que foi perdido, então a nutrição da planta não está comprometida e nem a produção futura dela”, diz a pesquisadora.

Além de irrigar a lavoura, a chuva também pode ser uma aliada no combate às lagartas que estão nas plantas, conforme explica Sandra Rodrigues. Quando chove, as pragas caem das folhas e, no solo, ficam expostas ao calor e morrem de desidratação. “A chuva acaba expondo a lagarta, ela derruba muitas vezes a lagarta da planta e a praga fica mais exposta aos raios solares e até aos inimigos naturais que estiverem ali e acabam sucumbindo”, comenta .

“Você fica naquela expectativa: se você planta e dá uma chuva por semana, você se dá bem. Se não chove, complica”, analisa o produtor.

O período seco também pode favorecer o surgimento da lagarta Helicoverpa Armígera nos estágios iniciais da cultura, principalmente sobre áreas cultivadas onde antes foi cultivado algodão.



Fonte: Globo Rural



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