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Estocolmo planeja substituir carne por insetos na alimentação

Compartilhe:     |  17 de junho de 2014

Produzir insetos em larga escala e destinados à alimentação. Esta é a intenção do escritório de arquitetura Belatchew, na Suécia. O projeto prevê a construção de um laboratório gigante para a produção alternativa de proteína e proteção de insetos ameaçados.

Em 2013 a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou um relatório incentivando o uso de insetos como uma das bases da dieta alimentar humana. “Um terço da população mundial come insetos, e isso acontece porque eles são deliciosos e nutritivos”, declarou Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal da FAO, na ocasião.

O plano sueco reflete uma preocupação global com a escassez de alimentos nos próximos anos. Com a população global estimada em nove bilhões em 2050, é necessário pensar em alternativas para aliviarem o estresse depositado sobre o meio ambiente.

Atualmente a carne é a principal e mais tradicional fonte de proteínas. No entanto, a pecuária é uma atividade que exerce enorme impacto ambiental e, com o aumento da demanda populacional, pode ser incapaz de suprir toda a necessidade mundial. Sendo assim, os insetos surgem como fonte nutritiva e barata. Estima-se que existam 1.900 espécies comestíveis de insetos, cuja produção pode ser até nove vezes mais eficiente que a da carne.

Apelidado de BuzzBuilding, o projeto europeu pretende tornar a cidade de Estocolmo autossuficiente em proteína. Para isso o prédio contará com 10.350 metros quadrados de área destinada exclusivamente à produção de insetos.


Imagem: Divulgação

A estrutura será equipada para atender a todas as etapas do processo, desde a ovulação até a entrega do inseto pronto para o consumo. Gafanhotos devem ser o carro chefe da indústria, mas também haverá espaço para abrigar espécies ameaçadas de extinção, como as abelhas selvagens. O térreo do edifício será um restaurante, pronto para servir insetos a seus clientes. Além disso, o público terá acesso a todas as etapas do processo. O projeto é criar nove estruturas deste tipo espalhadas por toda a cidade de Estocolmo, afim de garantir alimento a toda a população local.  


Imagem: Divulgação



Fonte: Redação CicloVivo



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