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Estrelas: seis curiosidades sobre os corpos celestes feitos de hidrogênio e hélio

Compartilhe:     |  17 de novembro de 2019

As estrelas cintilantes que aparecem no céu à noite não são “estrelinhas” e muito menos cintilantes. Primeiro, porque elas são corpos celestiais gigantes — uma das maiores conhecidas, a Betelgeuse, é 500 vezes maior que o Sol. Segundo, porque as estrelas não cintilam: o efeito é causado quando a luz passa pela atmosfera turbulenta da Terra.

Elas são um dos fenômenos mais surpreendentes e fascinanantes do Universo. Conheça algumas curiosidades que não estão escritas nas estrelas — e sim em livros científicos.

Bolas de gases
Feitas de hidrogênio e hélio, as estrelas produzem luz e calor graças à agitação nuclear em seus interiores. Com exceção do Sol, todas as luzinhas que vemos durante à noite estão a anos luz de distância da Terra.

Nasce uma estrela
Tudo começa nas nebulosas, nuvens de gás compostas por hidrogênio e hélio. Ao longo de milhares de anos, algumas regiões começam a acumular mais gases, o que aumenta a força gravitacional e faz uma área se contrair. Quando um gás se contrai, ele esquenta e, quando a temperatura é alta o suficiente, essa bola de gás gigante passa a emitir luz e a queimar o hidrogênio, no processo conhecido como fusão nuclear. Esse é o primeiro passo na vida de uma estrela.

Durante a fusão nuclear, os átomos de hidrogênio fundem e dão origem ao hélio – que por sua vez, quando queimado, dá origem ao Lítio. E assim por diante origina elementos mais pesados.

Nem um, nem outro 
Se o corpo celestre não for grande o suficiente para provocar o aumento da temperatura a ponto de dar início à fusão nuclear, vira uma anã marrom – menores do que estrelas e maiores que planetas gigantes como Júpiter. Elas têm baixa luminosidade e são consideradas o “elo perdido” entre planetas gigantes e estrelas.

Brilha, brilha
O brilho de uma estrela varia conforme a energia que elas liberam e quão longe estão da Terra. A cor também varia de acordo com a temperatura: curiosamente, estrelas mais quentes são brancas ou azuis, e as mais frias são laranja ou vermelhas (como a anã marrom).

Ô Sol, me ilumina
Com cerca de 4,6 bilhões de anos de idade, o Sol é considerado uma estrela anã amarela de tamanho médio, que deve ficar ativo por mais alguns bilhões de anos. Ufa!

Morre uma estrela
O tempo de vida de uma estrela depende da massa: quanto maior ela for, mais calor e luz libera, e acaba vivendo mais. O processo constante de queima de combustível no interior faz a temperatura de uma estrela aumentar, o que a faz expandir. Nessa fase, ela é chamada de Gigante Vermelha — quando o Sol chegar nessa etapa, vai engolir Mercúrio, Vênus e a Terra, caso a órbita do planeta terrestre não se alargue com o passar dos anos.

Se forem estrelas muito maiores, o núcleo fica cada vez mais denso, até que a energia é liberada e surge uma supernova — explosões que podem causar o surgimento de estrelas de nêutrons ou buracos negros.



Fonte: Revista Galileu



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